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Preço dos medicamentos aumenta 5% até o fim do mês

Publicado em 21/03/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Para o balconista Emerson Bittencourt, de Rio das Ostras, o reajuste geralmente só beneficia as grandes indústrias farmacêuticas

Para o balconista Emerson Bittencourt, de Rio das Ostras, o reajuste geralmente só beneficia as grandes indústrias farmacêuticas

Os preços dos me­dicamentos sofre­rão novo reajuste a partir de 31 de março. Neste ano, o valor do aumento não passará de 5%. Mesmo pequeno, ele poderá fazer diferença para alguns consumidores que fazem a utilização regular de alguns remédios. O reajuste foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), conselho de governo consti­tuído por vários ministérios, sob a liderança do Ministério da Saúde.

Segundo o documento, o ajuste será calculado com base em índice de inflação tendo como referência o Pre­ço Fabricante (PF) em vigor desde 31 de março do ano passado, e considerando o fator de produtividade, que está fixado em 4,66% para 2014. O índice a ser utiliza­do, de acordo com a resolu­ção, será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, acumulado no período entre março de 2013 até fevereiro de 2014.

O balconista Emerson Bittencourt, que trabalha com farmácia há quinze anos, explica que esse pro­cesso de atualização acon­tece todos os anos, sempre no mês de março, mas que não afeta em basicamente nada as farmácias: “Esses reajustes levam em con­sideração a situação das grandes indústrias farma­cêuticas, principalmente quanto aos custos dos in­sumos, que geralmente são importados e são direta­mente afetados pela infla­ção. Se a farmácia não for uma franquia com grande poder aquisitivo para segu­rar o reajuste dos preços, não há muito o que fazer, a não ser nos adaptarmos aos novos valores”.

As variações dos preços estiveram nos últimos anos na ordem de 4% a 7,39% conforme aponta a Agência Nacional de Vigilância Sani­tária (Anvisa). Estima-se que no ano passado, o teto má­ximo de reajuste autorizado pelo Governo tenha sido de 6,31%. O farmacêutico Diogo Ferreira afirma que a altera­ção deste ano não deve supe­rar 5%, e que afetará mais os chamados medicamentos de referência: que são os mais caros do mercado, geral­mente lançamentos de labo­ratórios internacionais. Ele acredita que os genéricos e os medicamentos similares, que possuem os mesmos fatores ativos e constituem 99% da Farmácia Popular, não devem encarecer signifi­cativamente. Como exemplo, ele cita um medicamento ge­nérico antiinflamatório bem conhecido, vendido hoje por R$ 26,90 e que passaria a custar, após o reajuste, no máximo R$ 28,20.

O novo reajuste também não pegou de surpresa o apo­sentado Alfredo Lemos, que compreende a ação como ne­cessária, pois este ramo tam­bém está sujeito a variações de preços do mercado. Para ele, a única coisa que poderia ser revista seria a ampliação do leque de medicamentos oferecidos pelo programa Farmácia Popular do Brasil.

Já o casal Helder e Paula Flits desconhecia o reajuste. Eles discordam do aumen­to, pois acreditam que os brasileiros pagam impostos demais ao Governo, portan­to, este poderia promover ações de apoio econômico de isenções, por exemplo, aos produtores, ao invés de simplesmente repassar toda a diferença aos consumido­res finais.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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