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Incêndio em área de preservação devasta cerca de 40 mil m² de mata

Publicado em 21/03/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Focos começaram a ser combatidos no sábado, dia 15, e até esta quarta-feira não haviam sido totalmente controlados

Focos começaram a ser combatidos no sábado, dia 15, e até esta quarta-feira não haviam sido totalmente controlados

O incêndio que atin­giu a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) de Itapebussus e devas­tou cerca de 40 mil m² de mata chamou não só a atenção das autoridades como também da popula­ção. Segundo um levan­tamento da Guarda Am­biental de Rio das Ostras, entre os meses de fevereiro e março, foram registrados o combate de mais de 25 focos de incêndio. A maior parte começou por falta de consciência da população.

Segundo os dados, as queimadas acontecem com maior frequência na Ense­ada das Gaivotas e algumas partes da Zona Rural. No caso da Fazenda Itapebus­sus, os focos começaram a ser combatidos no sábado, dia 15, e até esta quarta­-feira não haviam sido totalmente controlados. A expectativa das equi­pes da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente é de que até esta quinta-feira, dia 20, a situação estivesse total­mente controlada.

Na quarta-feira, dia 19, aproximadamente 25 pes­soas executavam um “pla­no B”, que era a formação de aceiros, que são faixas ao longo da mata onde a vegetação foi completa­mente eliminada da super­fície do solo. A finalidade é prevenir a passagem e propagação do fogo. Antes disso, já havia sido jogada água na vegetação, bem como utilizada a tática de abafar o fogo com areia. Todo o trabalho contou com equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Municipal e das se­cretarias de Meio Ambien­te e Serviços Públicos.

Foram utilizados du­rante o trabalho, cami­nhões-pipa, retroescava­deira e um helicóptero dos Bombeiros. Devido à impossibilidade de apro­ximação dos carros-pipas, em meio à mata, o comba­te teve que ser feito com bombas costais, carrega­das pelos profissionais.

De acordo com o coor­denador de Proteção Am­biental, Gilberdan da Sil­va, o vento forte e o acesso dos caminhões a áreas afe­tadas foram alguns dos fa­tores complicadores neste trabalho. Ele relembra que esta é a segunda vez que isso acontece. “Na primei­ra, a devastação foi menor e o combate durou apenas dois dias. Agora, já vamos para o quarto”.

Para o secretário de Am­biente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca, Nival­do Talon, tudo indica que a ação tenha sido criminosa. “Apesar do Corpo de Bom­beiros ter chegado em ape­nas 20 minutos após o cha­mado, o fogo alastrou rapi­damente”. Ele pediu ainda que a população, diante dessa seca dos últimos me­ses, evite qualquer tipo de queimada, seja aquelas às margens da rodovia ou na própria residência.

ORIENTAÇÃO

Por causa do incêndio as autoridades municipais orientam que os banhistas evitem a trilha da Arie de Itapebussus. “A circula­ção pode danificar ainda mais o espaço e também dificultar que a vegetação se restabeleça de maneira mais rápida”, informou Gilberdan.

Focos começaram a ser combatidos no sábado, dia 15, e até esta quarta-feira não haviam sido totalmente controlados

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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