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Endometriose: mutirão de cirurgias será realizado em Teresópolis

Publicado em 26/07/2017 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


A endometriose continua crescendo no Brasil, principalmente entre as mulheres mais jovens, por falta de informação de pacientes e profissionais de saúde. É uma doença silenciosa que vem causando devastação no organismo feminino, e está virando caso de saúde pública no país.  A endometriose  como  ainda é pouco conhecida por médicos e pacientes, destrói vários órgãos das pacientes, até ser descoberta.

Pelo grau de destruição da doença,  os países mais avançados da Europa e os Estados Unidas já mantém campanhas permanentes de esclarecimento e reciclagem para médicos, para possibilitar um diagnóstico precoce e deter o avanço da doença. No Brasil, grande parte dos ginecologistas ainda não sabe como lidar com a doença, que  tem sido detectada cerca de 10 anos depois de seu aparecimento, o que pode mutilar a mulher. Uma das principais conseqüências da endometriose é a infertilidade. Cerca de 50% dos casos de infertilidade  nas mulheres do mundo inteiro,  são causados pela doença, que atinge 15% da população feminina entre 15 e 45 anos.

Os principais sintomas da endometriose são cólica menstrual intensa, sangramentos na urina ou nas fezes e dor forte durante o ato sexual.

Diante do crescimento da doença, e como parte da Campanha Nacional de Esclarecimentos sobre Endometriose 2017,  o Instituto Crispi,  em parceria com a  Clínica Gama, Endocentro e Hospital São José de Teresópolis, realizarão o 1º Mutirão Serrano de Endometriose-RJ ,  nos dias 28 e 29 de julho, em Teresópolis. O evento, sem fins lucrativos, tem como objetivo multiplicar o conhecimento entre a classe médica sobre a Endometriose, padronizando a conduta no seu diagnóstico e tratamento. Serão realizadas cirurgias por uma equipe multidisciplinar, tendo à frente o professor Claudio Crispi, em 4 pacientes do SUS com Endometriose Profunda, no Hospital São José, sem qualquer custo para as pacientes. Durante o evento será inaugurado também o primeiro Ambulatório de Endometriose da Região Serrana, no Hospital São José.

A Campanha Nacional de Esclarecimentos sobre a Endometriose 2017  é coordenada pelo professor Claudio Crispi.

A agenda do evento está dividida em dois momentos:

28 de Julho (sexta-feira): 1º Meeting e Mutirão Serrano de Endometriose-RJ que vai debater o diagnóstico e tratamento da endometriose, realizado no auditório do Hospital São José, reunindo  médicos, residentes, estudantes e profissionais da área de saúde e tem como objetivo sistematizar as cirurgias minimamente invasivas e protocolar condutas. Serão abordados, entre outros temas,  o Impacto Sócio-Econômico da Endometriose no Brasil e no Mundo, o Mapeamento da Endometriose,  a Endometriose Profunda, Intestinal, de Bexiga e de Ureter.

E serão realizadas duas cirurgias minimamente invasivas para tratamento da  endometriose Profunda, no Hospital São José, em pacientes do SUS, previamente selecionadas,  com transmissão simultânea para os participantes do Simpósio.

29 de Julho (sábado): Será realizada a segunda etapa do 1º Meeting e Mutirão Serrano de Endometriose-RJ com palestras sobre as mais novas técnicas das cirurgias de endometriose e a realização de mais duas cirurgias em  pacientes do SUS com endometriose Profunda - previamente selecionadas - com transmissão simultânea para os participantes do Simpósio.

ENDOMETRIOSE

Segundo o professor Cláudio Crispi,  especialista no tema, e que estará à frente deste Mutirão, a endometriose é uma doença conhecida há muitos anos, mas a grande dificuldade sempre foi obter o seu diagnóstico correto. Uma grande porcentagem de pacientes que sofrem de dor pélvica (em baixo ventre) que se intensificam progressivamente, como cólicas menstruais intensas, dor em cólica fora do período menstrual, dor profunda na relação sexual e esterilidade, são portadoras da endometriose. Para exemplificar, nas pacientes com queixas de dor pélvica, alguns estudos científicos já observam a presença da doença em 60 a 70% dos casos.

Mas o que vem a ser esta doença?

O Professor Crispi explica: o endométrio é um tecido que reveste internamente o útero e quando estimulado pelos hormônios femininos, cresce mensalmente, preparando o útero para uma gravidez. Quando esta não ocorre é eliminado como menstruação.

Por alguns motivos, como o refluxo da menstruação pelas trompas, diferenciação de tecidos embrionários adormecidos e propagação pela corrente sanguínea, este endométrio pode se localizar em outros órgãos como as trompas, ovário, peritônio (membrana que reveste o abdome internamente), bexiga, intestinos, no fundo da vagina, etc.

Estes locais, são também estimulados pelos hormônios femininos, sofrendo pequenos sangramentos e causando intensa reação inflamatória local, o que explica a dor de grande intensidade experimentada por essas mulheres. Quando não diagnosticada, a doença progride, intensificando a reação inflamatória e a dor. E pode invadir a bexiga causando sintomas urinários como cistites e sangue na urina, podendo ainda invadir o intestino e o reto, causando sintomas intestinais no período menstrual. Toda essa reação inflamatória acarreta também, deformação dos órgãos do aparelho reprodutor, diminuindo a capacidade da mulher engravidar.

Portanto, prossegue o professor Crispi, estamos diante de uma doença que traz grande sofrimento à mulher, incapacitando-a para suas atividades sociais e profissionais por vários dias mensalmente, ou impedindo-a de engravidar. A necessidade de um diagnóstico precoce é essencial não só para o sucesso do alívio da dor, como para preservar a capacidade reprodutiva da mulher.

› FONTE: JB


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