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Planos terão de oferecer fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo a obesos

Publicado em 28/12/2013 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


A partir do dia 2 de janeiro do ano que vem entra em vigor o rol de procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que obriga os convênios médicos a ampliar o tratamento a pessoas com obesidade mórbida. Em 2014, quem quiser passar por uma cirurgia para reduzir o estômago terá direito a consulta com fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo e psicólogo, aumentando de seis para 12 o número obrigatório de consultas.

Entre 2003 e 2012 saltaram de 16 mil para 72 mil o número de cirurgias desse tipo no Brasil, avanço de 350%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

“O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar será indispensável para o sucesso do tratamento”, acredita o presidente da SBCBM, Almino Ramos. “Primeiro, o paciente deve ser preparado para a cirurgia. Depois da operação, serão avaliados os resultados de sua adaptação ao novo estilo de vida afim de realizar ajustes do tratamento em caso de necessidade.”

Na opinião da nutricionista Alessandra Coelho, “a inclusão dessas especialidades pode minimizar ou evitar custos futuros com doenças crônicas, pois o acesso ao atendimento multidisciplinar ajuda a prevenir complicações no pós-operatório”.

A resolução da ANS garante a operação ao paciente com Índice de Massa Corporal (IMC) igual a 40, ou IMC a partir de 35 desde que associado a alguma doença decorrente do sobrepeso, como hipertenção. O paciente também não pode consumir drogas e álcool nos cinco anos que antecederam a cirurgia e ter idade entre 18 e 65 anos.

Segundo Alessandra, adotar hábitos alimentares saudáveis é uma das primeiras providências. “A orientação nutricional no primeiro ano após a cirurgia deve ser adequadamente conduzida porque é o período de maior redução de peso, quando é preciso equilibrar os níveis de proteínas e vitaminas”

Já o psicólogo terá a função de esclarecer ao paciente os motivos conscientes e inconscientes da má alimentação, do sedentarismo, da falta de energia que pode estar associada a um quadro de depressão e do isolamento social causado pela obesidade. “Como o excesso de peso e as doenças associadas comprometem a qualidade de vida emocional, o apoio familiar e dos amigos é fundamental para os bons resultados de emagrecimento, manutenção e também para evitar o reganho de peso”, afirma a psicóloga Isabel Paegle, também da SBCBM.

Enquanto o fonoaudiologia terá a função de treinar o paciente a mastigar e deglutir adequadamente, o fisioterapeuta vai cuidar dos problemas musculares e articulares que atrapalham as tarefas do dia-a-dia, como amarrar os tênis, pentear o cabelo, subir e descer escadas. (US)

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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