Macaé News
Cotação
RSS

"Máquina" de fazer filmes, Santoro volta a dublar para 'Rio'

Publicado em 18/03/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Coletiva de imprensa para a divulgação do longa metragem Rio 2. Rodrigo Santoro está junto à mesa e pouco fala, até que, enfim, é acionado por uma das promotoras do evento a fim de explicar as diferenças de timbre de voz que compõem a dublagem de um personagem de animação. Mais uma vez, ele viverá o personagem Túlio, um biólogo apaixonado pelas aves. "Agora, por exemplo, o que vocês estão ouvindo é a voz de um homem cansado", explicou.

Tamanho cansaço tem uma explicação. Santoro chegou nesta madrugada ao Rio de Janeiro, vindo diretamente do deserto do Atacama, onde finalizou as filmagens de 33, filme que contará a história dos 33 mineiros chilenos soterrados após uma explosão mal-sucedida e cujo resgate chamou a atenção de toda a mídia internacional.

Em cartaz com a continuação da saga 300, e já com trabalhos finalizados em Focus (ao lado de Will Smith) e em um dos trechos de Rio, Eu Te Amo, ele se qualifica hoje não só como um ator renomado no mercado hollywoodiano, mas também como uma verdadeira máquina de fazer filmes.

"O Rodrigo participou com a gente de umas cinco ou seis sessões de dublagem do filme", indicou o diretor da animação, o também brasileiro Carlos Saldanha. "Nesse tempo em que a gente demorou uns três anos para fazer o Rio 2, ele deve ter filmado uns sete filmes", brincou ainda.

"Estou bem cansado, mas bem contente de ter passado por isso. Foi uma experiência indescritível, intensa, e muito interessante", disse Santoro sobre o seu trabalho em 33, que terá no elenco ainda outros atores importantes do cenário latino americano, como o espanhol Antônio Bandeiras e o mexicano Gael Garcia Bernal. "Essa é a dinâmica do artista, sempre flutuando e vendo o que vai acontecer", reiterou ainda.

"Para o futuro, nada oficial para declarar. Algumas ideias e projetos no ar. Mas não sei exatamente o que vai ser. É aqui e fora também", complementou o ator, que está fora de casa desde o início de fevereiro. "Preciso dormir um pouco", finalizou.

Processo criativo da dublagem
Rodrigo Santoro é peça-chave no processo de criação do personagem Túlio, o biólogo apaixonado por aves de tal forma que pensa poder se comunicar diretamente com elas por meio de um dialeto próprio. Rio 2 terá estreia nas telonas do país no próximo dia 27.

"Quando eu fiz o primeiro, me diverti muito. Não tive nem o que pensar para fazer o segundo para continuar brincando de Túlio. É uma experiência muito prazerosa, um exercício criativo de muita liberdade. Sempre buscando a alma da personagem através da voz", afirmou.

O processo de busca da alma do personagem, na verdade, é recíproco. Como as vozes são gravadas antes do processo gráfico, como explicou o diretor Carlos Saldanha, uma câmera fixa gravou os trejeitos de Santoro a fim de que isso também pudesse ser incluído na composição do próprio Túlio. "Os dubladores vão ver sua expressão cultural e muita coisa pode sais daí", completou ainda o diretor.

Em cerca de seis sessões de gravações das vozes, primeiro em português, e posteriormente, em inglês, Santoro retomou algumas cenas do primeiro longa de animação, "para que ele pudesse deslanchar", disse Saldanha. A partir daí, foi a retomada natural do processo criativo e da pureza de um personagem desastrado e amante da natureza, sobretudo.

"É um personagem simpático e divertido. Apaixonado pelos pássaros. Esse &39;passarinhês&39; dele, como a gente costumava brincar, por exemplo, saiu exatamente deste exercício", explicou. "Foi absolutamente prazeroso. Só lembranças boas. E estou muito curioso para ver o filme", disse, relembrando que está sem tempo até para assistir nas telonas as produções das quais participou. 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


sem comentários

Deixe o seu comentário