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STF determina o afastamento do senador Aécio Neves

Publicado em 18/05/2017 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandado de senador. Aécio é acusado pelo empresário Joesley Batista de lhe pedir dinheiro em meio às investigações da Operação Lava Jato. O valor de R$ 2 milhões foi rastreado e chegou ao senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Fachin também expediu um mandando de prisão contra a irmã e assessora de Aécio Neves , Andréa Neves. Os agentes foram até a residência, na Avenida Atlântica, em Copacabana, mas ela não foi encontrada. Eles precisaram chamar um chaveiro para conseguir entrar no local. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a PF vai acionar a Interpol, por ter a informação de que a irmã de Aécio estaria em Londres.

Entenda o caso contra Aécio
Segundo o colunista Lauro Jardim,  do jornal "O Globo",  Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação onde Aécio Neves pede R$ 2 milhões ao empresário para ajudar a pagar a sua defesa na Lava Jato.

O dinheiro teria sido entregue a Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, que é primo de Aécio e coordenou a campanha do tucano para o planalto. "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara", teria dito Aécio, em conversa gravada. Um dos quatro pagamentos de R$ 500 mil foi filmado pela Polícia Federal. Quem entregou o dinheiro ao primo de Aécio foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, hoje um dos delatores.

A PF seguiu Fred, que foi filmado repassando a pagamento a Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar de do senador Zezé Perrela (PSDB-MG), amigo pessoal e aliado político de Aécio. Ainda segundo a reportagem, o dinheiro teria sido rastreado até uma empresa que pertence a Gustavo Perrela, filho de Zezé Perrela. Não existe, segundo a PGR, nenhuma indicação de que o dinheiro tenha sido repassado para algum advogado de Aécio.

Confira a nota de Aécio Neves na íntegra
"O senador Aécio Neves está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários."

› FONTE: US


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