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Petrobras deve exercer direito em campos de pré-sal nos dois leilões neste ano

Publicado em 17/05/2017 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


A Petrobras vai exercer seu direito de preferência nos dois leilões de petróleo do pré-sal a serem realizados neste ano no Brasil. A afirmação foi feita pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, no evento “E agora, Brasil”, realizado pela Infoglobo, responsável pela publicação dos jornais O GLOBO e “Extra”, que ocorre na manhã desta terça-feira na Maison de France, no Centro do Rio de Janeiro.

— Informalmente, eles (Petrobras) já sinalizaram à gente que irão sim sinalizar o interesse em em algumas áreas. Eles estão analisando dentro da matemática deles. O (campo) que não tiver o direito de preferência vai para um processo de leilão comum. Eu acredito que ela deverá exercer nos dois. Mas isso é um comentário meu pessoal Se você pegar nas áreas unitizadas, tem áreas que ela já é operadora. Então faz todo o sentido — disse o ministro aos jornalistas presentes no evento, quando perguntado do interesse da Petrobras nos certames.

Semana passada, durante apresentação de resultados, a Petrobras já havia informado que estava olhando as oportunidades dos leilões para “recompor o portfólio”.

Homem trabalha na Estação de Distribuição de Gás de São Francisco do CondeEstados vão privatizar distribuidoras de gás natural

O ministro disse que espera que a prorrogação do Repetro, que vence em 2019, seja aprovada antes dos leilões, em setembro deste ano.

— Isso já está na Fazenda junto com a Receita Federal nas últimas discussões e nós estamos otimistas que isso vai sair. O Repetro vai vencer em 2019 e temos prazo. Defendemos que essa prorrogação saia o quantos antes da realização do leilão, em 27 de setembro. Nas reuniões internas, a indicação é que seja aprovado. Como é do interesse da União ter uma boa arrecadação nos leilões é importante ter essas regras. Eles sabem a importância disso para ter um leilão com as condições mais atraentes — afirmou o ministro.

Segundo ele, após as mudanças no regime da partilha, com o fim da obrigatoriedade de operação da Petrobras nos campos de pré-sal e das novas regras de conteúdo local, o anúncio do calendário de leilões até 2019 traz previsibilidade à indústria, com a contratação de serviços, como sísmica, e de pessoas. Todas as rodadas de petróleo podem gerar algo entre R$ 8,5 bilhões e R$ 9 bilhões neste ano de arrecadação ao governo, destacou o ministro.

— Isso ajuda a fomentar a cadeia. O que nós queremos é explorar essas riquezas que é do povo brasileiro e no momento em que o país precisa dos royalties e dos empregos. Estive agora na feira de petróleo mundial em Houston, no Texas, e senti muito apetite das grandes operadoras mundiais, de empresas que não estão no Brasil e de companhias que estão querendo aumentar sua posição aqui. Há um ambiente propício para a atração de negócios — disse ele.

› FONTE: O Globo


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