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Mudanças no setor de petróleo geram expectativa de retomada do crescimento

Publicado em 16/05/2017 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


A expectativa de reaquecimento do setor de petróleo e gás vem se fortalecendo nos últimos dias. Mudanças na legislação e medidas que acabam com os gargalos para a exploração do pré-sal demonstram retomada do crescimento do setor. O retorno das rodadas de leilões pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a desobrigação da participação da Petrobras na exploração dos novos campos e a redução do conteúdo local estão trazendo otimismo à cadeia produtiva de petróleo e gás.

Outra boa notícia é que o preço do barril de petróleo do tipo Brent deu um salto nos últimos dias, chegando nesta segunda-feira (15) a US$ 52,59, maior nível em duas semanas. Na edição da revista Veja dessa semana, o mercado do petróleo também foi tratado em matéria de duas páginas, sob a ótica do otimismo diante das mudanças do setor, como o anúncio pela ANP de 10 rodadas de leilões. No texto, é enfatizada que as alterações estão trazendo uma "luz no horizonte" e alívio para as finanças públicas. 

O calendário de leilões contemplará três anos, com quatro concorrências agora, três em 2018 e três em 2019. A 14° rodada de concessões em campos tradicionais ocorrerá em setembro. A segunda e a terceira rodadas do pré-sal estão agendadas para outubro. De acordo com a revista Veja, "a repercussão das modificações nos leilões brasileiros - e na situação do país - é perceptível". Em abril, na Offshore Technology Conferences (OTC), em Houston, Texas (EUA), a maior feira de petróleo no mundo, observou-se um aumento de 30% na prospecção de negócios nos estandes brasileiros.

O prefeito de Macaé e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Dr. Aluizio, sempre destacou a necessidade de mudanças para o reaquecimento do setor de petróleo e gás.

- A retomada da empregabilidade no município é uma de nossas metas e isso passa pelo reaquecimento do setor de petróleo que influencia toda a cadeia econômica do município. A legislação e as mudanças necessárias no setor são primordiais para que os investimentos no petróleo retornem. Desde 2013, estamos falando sobre esse assunto e acreditamos que em 2017 teremos o aquecimento da economia. Com a retomada dos leilões pela ANP e a redução do índice de conteúdo local que será exigido nos próximos leilões de óleo e gás, acreditamos que as empresas priorizem o país para seus investimentos. Há 40 anos Macaé é protagonista no cenário de petróleo do país e as principais empresas do setor estão instaladas aqui. Acreditamos que com as mudanças nas regras de exploração do pré-sal esse setor venha a ser mais atrativo para as empresas, gerando mais ofertas de trabalho - explicou Dr. Aluizio.

Outra boa notícia para o setor foi anunciada na última semana: a mudança na legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal do Arquipélago de Santana. O raio de 15 quilômetros foi reduzido para quatro quilômetros, assegurando a liberdade de navegação e fundeio das embarcações. Com isso, a implantação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), no bairro São José do Barreto, está sem impeditivos ambientais.

Economia nacional - A economia brasileira já começa a dar sinais de retomada do crescimento. De acordo com o Banco Central, no primeiro trimestre deste ano, o país cresceu 1,12%. 

Tepor - O projeto de construção do novo Terminal Portuário de Macaé, da iniciativa privada, busca atender as demandas das empresas offshore, sendo capaz de dar suporte logístico às operações direcionadas à exploração e produção de petróleo nas reservas do pré-sal. O projeto do porto prevê uma plataforma marítima com cerca de 90 mil metros quadrados com área para atendimento de 14 embarcações de grande capacidade simultânea e uma área de 400 mil metros quadrados em terra.

Leilões - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) iniciou, na quinta-feira (11), a temporada de leilões de áreas para exploração de petróleo e gás natural no país. A agência vai ofertar nove campos terrestres antigos, que já produziram petróleo e foram devolvidos pela Petrobras. Esta primeira disputa é voltada para pequenas e médias empresas nacionais e estrangeiras. O certame antecede leilões mais aguardados no mercado, como a 14ª Rodada de áreas do pós-sal, marcada para setembro, e os dois leilões do pré-sal, previstos para outubro. A 14ª rodada de leilões realizará licitações de 291 blocos. Destes, dez são da Bacia de Campos.

› FONTE: SECOM


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