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FGTS inativo investido em Petrobras e Vale pode ficar nos fundos

Publicado em 01/03/2017 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Quem tem recursos do FGTS aplicados em fundos de privatização da Petrobras ou da Vale não precisa resgatar o dinheiro do fundo. É possível liberar os recursos e deixá-los aplicados. É o que explica a Caixa Econômica Federal.

Nesses casos, dentro da data estabelecida pelo cronograma para o pagamento das contas inativas, o trabalhador solicitará o saque do FGTS na Caixa e o valor de Fundo Mútuo de Privatização (FMP) será automaticamente liberado para resgate diretamente na instituição administradora que ele escolheu, à época, para realizar a aplicação nas ações.

“Feito isso, o trabalhador deve se dirigir até a administradora do fundo, e solicitar a baixa da aplicação, se for de seu interesse, e efetuar o saque”, explica a Caixa. Se não quiser, o dinheiro pode continuar aplicado e disponível para resgate no momento que o investidor achar melhor.

Diante do cenário de forte alta das ações das duas empresas, o investidor pode avaliar se quer manter o dinheiro nesses fundos. Petrobras aparece como a ação mais recomendada pelos analistas em fevereiro.

Já a Vale subiu bastante após a eleição de Donald Trump, pela valorização do minério devido à aposta que o presidente americano vai ampliar o investimento em infraestrutura.

Se não for precisar do dinheiro, essas aplicações podem ser uma opção de diversificação, especialmente se o governo continuar levando adiante as reformas da Previdência e trabalhista.

Contas com irregularidades

Outro problema de quem procura sacar o FGTS são contas com irregularidades. Funcionários da Caixa explicaram que o sistema na internet não identifica contas como inativas se a empresa não der baixa do funcionário.

Nesses casos, a pessoa tem de ir até a agência para verificar, com a carteira de trabalho para provar que saiu da empresa. O problema é quem já perdeu a carteira de trabalho.

Há também casos de empresas que não depositaram os recursos do FGTS de seus empregados.

Segundo a Caixa, nesses casos, os trabalhadores devem entrar com contato com seus empregadores para buscar que regularizem a situação.

Caso não consigam, eles podem buscar auxílio nos sindicatos ou nas Superintendências Regionais do Ministério do Trabalho (antigas DRT). A Caixa explica que a fiscalização sobre os recolhimentos de FGTS, conforme Lei 8.036/90, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho.

Saques no prazo normal

Já quem já estava se preparando para sacar o dinheiro da conta inativa por outros motivos não terá de esperar o calendário estabelecido pela Caixa e pelo governo.

É o caso de quem está sem registro na carteira há três anos ou se aposentou agora no começo do ano. Segundo a Caixa, essas condições não foram alteradas pela Medida Provisória 736.

› FONTE: Exame


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