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Patrulhamento das Forças Armadas no Rio terá 9 mil militares

Publicado em 14/02/2017 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


O policiamento das Forças Armadas na região metropolitana do Rio de Janeiro contará com 9 mil homens e será empregado em missões definidas com o objetivo de liberar efetivo da Polícia Militar (PM). As informações foram anunciadas nesta terça-feira (14) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que afirmou que a ação tem caráter preventivo.

"Diferente do que vem se passando no Espírito Santo, [no Rio] não há descontrole, não há desordem", destacou o ministro.

A atuação das Forças Armadas foi autorizada pelo presidente Michel Temer em decreto publicado hoje no Diário Oficial da União. O governador  Luiz Fernando Pezão havia solicitado o emprego das Forças Armadas até o dia 5 de março, mas a operação inicialmente vai durar até 22 de fevereiro. Segundo o ministro, o prazo é padrão, e a continuidade da operação após esse período será reavaliada.

A operação começa hoje. Militares da 1ª Divisão do Exército vão patrulhar a Via Transolímpica e pontos da Avenida Brasil próximos a Deodoro, além da orla de Niterói e praças de São Gonçalo. Fuzileiros navais vão atuar em bairros da zona sul e centro do Rio, do Leblon ao Caju.

Segundo os militares presentes na divulgação da operação, não foi solicitado o patrulhamento de favelas. O ministro da Defesa acrescentou que os protestos na região da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já vêm sendo cobertos pela PM e pela Força Nacional, e que os militares das Forças Armadas poderão atuar apenas como "uma terceira linha, de reserva".

Com o patrulhamento das áreas definidas, o ministro acredita que a Polícia Militar vai ter seu contingente liberado para cobrir as manifestações e atender a outras necessidades da região.

"Nossa presença se dá para liberar efetivos da Polícia Militar para necessidades decorrentes de manifestações, como também de uma sobrecarga que existe por conta dos turnos que estão sendo realizados pela polícia."

Paralisação

Apesar dos benefícios atrasados e dos diversos protestos que ocorreram em frente aos batalhões na última semana, o governador ressaltou que não acredita em uma possível paralisação de PMs como acontece no Espírito Santo.

Os protestos de mulheres de policiais militares já atingem 27 dos 39 batalhões no Estado do Rio. Entretanto, a corporação diz que o policiamento não foi prejudicado. As manifestações foram iniciadas na manhã da última sexta-feira (10), contra atrasos de salários e más condições de trabalho.

Ainda segundo a polícia, em apenas quatro unidades há bloqueio na entrada e saída de veículos: 3ºBPM (Méier), 6º BPM (Tijuca), 20º BPM (Mesquita) e 40º BPM (Campo Grande).

A Constituição veda greves da categoria e as mobilizações de mulheres têm o objetivo de forçar uma suspensão das atividades policiais sem ilegalidades.

“Não está na Constituição e não é permitido. É um erro. Ontem eu recebi todo o comando da Polícia Militar e já coloquei para o ministro Raul Jungmann e o ex-ministro da justiça, Alexandre, que ainda estava no cargo, que coloque a Força Nacional de Segurança e o Exército de prontidão”, afirmou Pezão.

Na quarta-feira (8), logo após a disseminação de boatos sobre a paralisação, o governador do Rio garantiu aos servidores da segurança um reajuste prometido em 2014. Agora, o governo estadual espera concluir acordo de socorro com a União para regularizar o pagamento de salários dos PMs.

Há mais de uma semana, uma greve da Polícia Militar no Estado do Espírito Santo tem provocado uma onda de violência na região metropolitana do estado. O sindicato dos policiais já registrou mais de 100 mortes.

Neste domingo (12), a PM do estado, com o apoio do Exército, retirou de helicóptero agentes lotados no Batalhão de Missões Especiais, a tropa de elite da corporação no Espírito Santo, para fazer o policiamento ostensivo nas ruas da região metropolitana da capital capixaba, já que a entrada do quartel está bloqueada pelas famílias dos servidores.

› FONTE: JB


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