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Por que a inteligência dos EUA acha que a Rússia interferiu na eleição de Trump

Publicado em 07/01/2017 Editoria: Mundo sem comentários Comente! Imprimir


Segundo o documento, o líder russo "encomendou" uma campanha com o objetivo de influenciar a eleição. Ainda de acordo com o relatório - de 25 páginas -, o Kremlin desenvolveu uma "preferência clara" por Trump.
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Os objetivos da Rússia com isso seriam "minar a fé do povo americano" no processo democrático do país e "denegrir" a imagem da adversária democrata Hillary Clinton, prejudicando sua candidatura e possível mandato.

"Nós entendemos que o presidente russo Vladimir Putin solicitou uma campanha para interferir na eleição americana de 2016", dizia o relatório. Até agora, o governo russo não se manifestou oficialmente, mas o país já havia negado as acusações anteriormente.

O presidente eleito Donald Trump, por sua vez, disse que o resultado da eleição não foi afetado.
Acusações

O relatório divulgado pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos não traz provas concretas sobre o papel de Putin na campanha contra Hillary Clinton, mas afirma que as ações da Rússia incluíram:
- Hackear emails de contas do Comitê Nacional Democrata e de membros da alta cúpula do partido;
- Usar intermediários como WikiLeaks, DCLeaks.com e Guccifer 2.0 para publicar informações adquiridas no hackeamento;
- Usar propaganda financiada pelo Estado e pagar usuários de mídia sociais ou "trolls" para fazer comentários desagradáveis sobre Hillary.

Segundo o documento, Putin apoiava Trump porque ele havia prometido trabalhar ao lado da Rússia. Além disso, o presidente russo havia tido "muitas experiências positivas trabalhando com líderes políticos do Ocidente que, por conta de interesses de negócios, ficavam mais propensos a fazer acordos com a Rússia - como o antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berluscono e o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder".
Mais do que isso, Putin também não teria boas relações com Hillary, porque a considerava responsável por incitar protestos anti-governo em 2011 e 2012 na Rússia.

Os nomes dos agentes russos responsáveis diretamente pelo hackeamento já foram identificados pelas autoridades americanas, de acordo com o documento, mas ainda não foram divulgados.
Em nota após a divulgação do relatório, Trump evitou criticar a Rússia, mas afirmou que cultiva um "imenso respeito pelo trabalho e serviço feitos pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos".

"Enquanto a Rússia, a China e outros países, outros grupos e pessoas constantemente tentam quebrar a infra-estrutura cibernética das nossas instituições, não houve qualquer efeito disso no resultado das eleições", disse.
"Seja o alvo nosso governo, as organizações, associações ou empresas, nós temos que combater agressivamente os ataques cibernéticos. Vou indicar uma equipe para elaborar um plano nos próximos 90 dias para combater isso."

› FONTE: Fonte: Último Segundo


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