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Macaco bugio resgatado no Parque Atalaia em Macaé

Publicado em 19/10/2016 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Ele será transferido para o Centro do Inea e ficará com os outros animais para formar um grupo

Ele será transferido para o Centro do Inea e ficará com os outros animais para formar um grupo

Os olhos tristonhos e a as marcas na pelagem ruiva de Julinho, um macaco bugio, não escondem que ele foi maltratado. Muito machucado, foi encontrado na Serra do Segredo e já estava há dois meses no Parque Municipal Atalaia, recebendo cuidados. Julinho (batizado com esse nome em homenagem a um dos seus cuidadores) ainda não sabe, mas a partir de hoje, sua vida solitária não será a mesma. Ele foi levado nesta quarta-feira (19) para um Centro de Primatologia, no Rio, onde passará por quarentena até ser solto na floresta da Tijuca, onde há um grupo, e até mesmo uma namorada, à espera.

O trabalho foi feito pela secretaria de Ambiente em parceria com a UFRJ, Fiocruz e Inea, segundo explica o Secretario Gerson Lucas Martins. "Ele nos foi entregue muito machucado pela Guarda Ambiental, provavelmente deve ter brigado no grupo de macacos em que estava e foi tratado para reabilitação. Mas, como é um macho adulto asselvajado, a gente decidiu fazer essa reintrodução por meio de convênio com essas instituições. Ele está em perfeitas condições para estar lá na Tijuca", ressalta.

Gerson ressalta que o fato de o macaco, de espécie muito comum em nossa região, ser macho em idade reprodutiva, vai ajudar a manter e aumentar o banco genético da espécie. "Agora, a secretaria faz parte de um grupo, com uma parceria de preservação, onde poderemos encaminhar também outros animais que aparecerem, como o lobo guará, por exemplo, ou solicitar animais para repovoar áreas protegidas em Macaé", acrescenta.

Biólogo da UFRJ, Marcelo Rheingantz foi até o Parque buscar o macaco. "Ele será transferido para o Centro do Inea e ficará com os outros animais para formar um grupo. A reintrodução em grupo é a melhor. Vamos colocar colares para monitor, um equipamento com o qual conseguimos acompanhar essa readaptação no ambiente natural. Um macaco selvagem como esse consegue ensinar aos outros animais que estão lá a conseguir alimentos, por exemplo", explica Marcelo.

Os animais que estão no Centro de Primatologia, segundo explica Marcelo, fazem parte de um processo de refloração de florestas da mata atlântica. "Muitas matas não têm mais fauna, que tem sua importância no ambiente, cada um tem sua função. O bugio, por exemplo, contribui ao se alimentar de frutos e expelir nas fezes as sementes. Isso auxilia o reflorestamento", ressalta.

Um dos responsáveis pelos cuidados ao macaco, o coordenador de Fauna Silvestre da secretaria de Ambiente de Macaé, Fernando Barreto, acredita que poder salvar uma vida silvestre é muito gratificante. "O macaco chegou desmaiado, praticamente morto e agora está bem, pronto para ter uma vida nova na floresta. Foi com muita ajuda da equipe do Parque Atalaia que conseguimos salvar mais um animal", comemora.

SERVIÇO - Quem tiver dúvidas sobre o assunto ou quiser entregar algum animal, dessa espécie ou de outras,  pode fazer contato com a secretaria de ambiente pelos telefones (22) 2762-4802 / 2796-1280 /  2796-1380, das 8h às 17h, ou enviar um email para sema@macae.rj.gov.br .

› FONTE: Ascom


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