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Preservação: Secretaria de Ambiente orienta sobre aparecimento de gambás

Publicado em 13/10/2016 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Eles têm carinha de rato, não são tão bonitinhos e podem até parecer ameaçadores, mas, na verdade, os gambás são animais silvestres importantes no equilíbrio da natureza. Em Macaé é comum encontrar a espécie Didelphis aurita, ou, como é mais conhecido, o Gambá de Orelha Preta. A Secretaria Municipal de Ambiente tem recebido muitas notificações de aparecimento do animal que está em período propício à reprodução e, portanto, sai de seu habitat para "passear" na área urbana. Mas o ideal é que o órgão seja chamado apenas em caso de risco de segurança ao animal ou às pessoas.

Esse aparecimento no meio urbano é natural e não é necessário chamar a secretaria para retirar os animais das árvores, por exemplo, segundo explica o secretário da pasta, Gerson Lucas Martins. Há casos em que as pessoas mesmo capturam e levam o gambá à secretaria. Mas, de acordo com o secretário, essas atitudes devem ser evitadas.

- Esse período quente de primavera é o tempo onde eles ficam mais afoitos, saem com filhotes, se reproduzem. Isso é normal. O ideal é que a secretaria seja chamada para atuar em caso de segurança do animal e das pessoas. Fora isso, é preciso deixar os gambás seguirem seu curso. Eles são extremamente adaptáveis ao meio urbano, comem roedores. Se tiver algum lixo próximo, eles podem ser atraídos. Se tiver algum hortifruti, por exemplo, eles vão tentar entrar. Mas são animais locais, silvestres, que não fazem mal nenhum - explica Gerson Martins.

O que fazer - Importantes no meio ambiente, os gambás devem ser preservados e é preciso saber agir quando eles aparecerem nas casas. Assim como outros animais da fauna nativa, silvestre ou em rota migratória, o gambá é protegido pela Lei de Crimes Ambientais, 9605/98, que no artigo 29 proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar de qualquer outra forma esses animais sem licença ou autorização da autoridade competente no município.

Ao encontrar um gambá, a primeira coisa a fazer é dei deixá-lo passar. Não se pode mexer com ele ou com o ninho. Ele seguirá seu curso. Não há relatos de ataques do animal nas cidades. 

Gambá de orelha preta - Mesmo com a carinha de roedores, os gambás são primos dos cangurus, eles são marsupiais (possuem uma bolsa, ou marsúpio, para guardar seus filhotinhos). Com hábitos noturnos, essa espécie possui os pelos longos e grossos, de cor preta com as extremidades brancas que dão aspecto de acinzentado ou grisalho. Sua cabeça é grande e apresenta uma listra negra ao centro que alcança o focinho que é alongado e rosado. O rabo não tem pelos, o que faz com que as pessoas o confundam com ratazanas. Mede até 50 cm de comprimento e possui o hábito de se refugiar em ocos de árvores, forros de casas e chaminés.

A reprodução ocorre até três vezes ao ano e a gestação dura até 15 dias, o número de filhotes varia de 10 a 20. É animal onívoro e alimenta-se praticamente de tudo, como raízes, frutas, insetos, aves. Em locais urbanos pode alimentar-se de ovos e aves domésticas e de resíduos orgânicos, como sobras da alimentação humana e de animais domésticos. É inofensivo, mas apresenta comportamentos de defesa ao ser ameaçado.

Serviço -  A Secretaria de Ambiente realiza a captura de gambás nos casos que envolvam riscos aos animais ou às pessoas. Telefone: (22) 2762-4802; (22) 2796-1280 e (22) 27961280.

› FONTE: Ascom


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