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Público se despede das provas paralímpicas no Estádio de Remo

Publicado em 16/09/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


O Estádio de Remo da Lagoa recebeu, nesta quinta-feira (15/9), as finais da competição de canoagem de velocidade dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O canoísta Caio Ribeiro de Carvalho ficou em terceiro lugar na categoria KL3 e faturou a medalha de bronze. Ao todo, 48 atletas participaram de seis baterias em três categorias: KL1, KL2 e KL3. Cerca de 3 mil pessoas acompanharam esse último dia de competição.

– Estou feliz por marcar a estreia da paracanoagem nos Jogos com medalha, ainda mais aqui no Rio. Competir aqui foi incrível. Ter essa força das arquibancadas foi o combustível que eu precisava – disse Caio.

O Brasil também foi representado pelo atleta Luis Carlos Cardoso da Silva, na categoria KL1, que ficou em quarto lugar.

Para atender aos padrões olímpicos e paralímpicos, o estádio passou por obras de melhorias. O projeto do Governo do Estado foi realizado em três fases: construção de uma nova torre de chegada e reforma das garagens para os barcos; implantação de infraestrutura para raias e torres de cronometragem; e aquisição de estruturas flutuantes para treinamentos e competições.

– Fique impressionado com a organização e com as instalações. Sabia que a alta qualidade do estádio ia ser uma surpresa para o mundo inteiro, mas foi até maior do que eu esperava. O espaço é da melhor qualidade, não difere em nada do que se vê fora do Brasil – avaliou o medalhista.

Com o final das atividades paralímpicas, o estádio será utilizado em competições da Federação de Remo do Rio de Janeiro, graças a uma parceria com a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude.

– O Estádio de Remo da Lagoa foi palco de belas conquistas para os brasileiros, tanto nos Jogos Olímpicos, quanto nos Paralímpicos. Em breve, a instalação voltará para a comunidade esportiva e aproveitará todo o legado deixado por estas competições. Antes mesmo dos Jogos, o Estádio de Remo recebeu algumas competições e, novamente com este retorno, a Federação de Remo do Rio de Janeiro retomará o calendário de disputas junto com os clubes. A recordação que fica é de muito orgulho por termos participado destes momentos históricos para o esporte fluminense – disse o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Marco Antônio Cabral.

Legado para o Rio de Janeiro

Entre as melhorias no estádio, foi construída uma torre de chegada de vidro com quatro andares no modo competição: os dois primeiros, de legado permanente, para atender eventos de menor porte; e os dois últimos, que podem ser adicionados como estrutura temporária, para competições maiores.

Nove garagens de barco foram adequadas aos conceitos de acessibilidade. Para garantir a perfeita fixação das raias de competição e cronometragem, foram implantados 98 suportes metálicos submersos, três metros abaixo do espelho d&39;água da Lagoa.

O espaço ganhou ainda equipamentos flutuantes, como partidor da largada e os pontões para atletas e cerimônias, que também ficarão como legado para a cidade, permanecendo para uso diário dos atletas.

– O remo e a canoagem ganham um legado considerável: as raias albano, que são de alta precisão, os decks de partida e as novas garagens para guardar as embarcações – ressaltou o secretário-chefe da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

O público que esteve hoje no estádio, elogiou o espaço e ressaltou que a estrutura pode ajudar a impulsionar ainda mais o remo e canoagem no país.

– Já tinha vindo aqui antes da obra e o resultado ficou incrível. Espero que agora ele seja bem aproveitado pela população e nos ajude a formar mais atletas do esporte. Eu mesma quero voltar aqui e trazer o meu pai, que praticou remo muitos anos e vai gostar de tudo que foi feito aqui – contou a fisioterapeuta Tiane Costa, de 36 anos.

Voluntários se despedem do Estádio de Remo

Foi com lágrimas nos olhos que as voluntárias Andressa Podraza, de 23 anos, e Vanessa Rodrigues,19 anos, que trabalharam nas cerimônias de premiação, se despediram do Estádio de Remo. Depois de mais de dois meses trabalhando na arena, hoje foi dia de dizer adeus ao espaço.

– Estou muito triste. Sempre que passar aqui na frente vou lembrar os momentos que vivi, o estádio agora faz parte da minha vida. Essa foi a melhor arena, sem sombra de dúvidas – afirmou Vanessa.

Já Andressa, garante que o adeus vai ser tornar apenas um até breve.

– Tudo que vivi aqui foi tão especial que acabei me apaixonando pelo remo e vou começar a praticar. Quem sabe não volto aqui para competir na próxima vez? – disse a voluntária.

Moradora de Copacabana, Letícia Monteiro, de 24 anos, lamentou o fim das competições na arena e garantiu que o resultado pode ser considerado um sucesso.

– Foi uma oportunidade maravilhosa, tive contato com o público e só escutei coisas positivas sobre a arena. Me falaram até que nós superamos a arena de Londres – comemorou Letícia.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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