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Atletismo: polêmica sobre exclusão de atleta ofusca prata do revezamento 4x100

Publicado em 15/09/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


A prata das brasileiras no revezamento 4x100 para mulheres com deficiência visual (das classes T11 a T13) acabou ficando em segundo plano na noite desta terça-feira (14). Nem o fato de ser a primeira medalha da equipe feminina na história, em sua primeira participação na prova, foi suficiente para diminuir a polêmica em torno da ausência de Jerusa Geber dos Santos na formação, que teve Thalita Simplício, Alice Correa, Lorena Spoladore e Terezinha Guilhermina.

Cortada da equipe que foi para a pista, Jerusa questionou a decisão da comissão técnica na Justiça. O argumento na ação é que o critério técnico de incluir as atletas com os melhores tempos na temporada não foi seguido por retaliação. Uma das principais velocistas cegas do país, Jerusa detém uma das melhores marcas da temporada nos 100m e diz que não pode participar de todos os treinos por sentir dores, com anuência da comissão técnica. A informação foi divulgada pelo blog da jornalista Gabriela Moreira, da ESPN Brasil.

Jerusa é dona de três medalhas paralímpicas (prata nos 100m e nos 200m em Londres e bronze nos 200m em Pequim), cinco pódios em Mundiais (prata nos 100m em Doha 2015, prata nos 100m e nos 200m em Lyon 2013 e prata nos 100m e nos 200m em Christchurch 2011) e quatro conquistas em Parapan-Americanos (bronze nos 100m e nos 400m em Toronto e prata nos 100m e nos 200m em Guadalajara). Thalita Simplício, que entrou em seu lugar, compete nos 400m e seu melhor resultado é o bronze nesta prova no Mundial de Doha.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) explicou, em nota, que a decisão sobre a formação das equipes de revezamento não consiste apenas nos tempos individuais: “A decisão (...) é meramente técnica, tomada pelos treinadores e baseada no rendimento dos atletas nos treinos das equipes. A prova de revezamento envolve mais fatores do que apenas contar com os atletas de melhores tempos”. Nesta noite, a Justiça do Rio de Janeiro negou o deferimento da liminar.

Em conversa com os jornalistas, as integrantes do revezamento corroboraram a tese da entidade máxima do desporto paralímpico. “A Jerusa estava cotada para o revezamento. Nós seis [as quatro medalhistas, Jerusa e Silvânia Costa, que ficou como reserva] começamos a treinar no final de agosto, na aclimatação. Não é só velocidade que faz o revezamento. A equipe foi fechada na semana anterior ao embarque para o Rio de Janeiro, com base nos testes que fizemos em treinamentos, como o de passagem de bastão”, diz Lorena Spoladore.

› FONTE: Agência Brasil


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