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Militar rebate técnico de Zanetti e explica continências no pódio

Publicado em 18/08/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


Arthur Nory é membro do Exército (Foto: Mike Blake/Reuters)

Arthur Nory é membro do Exército (Foto: Mike Blake/Reuters)

Algumas das cenas que mais têm chamado atenção nos pódios brasileiros são as batidas de continência de alguns atletas, como os ginastas Arthur Zanetti e Atnhur Nory. A razão é simples: eles fazem parte de um programa de alto rendimento do Exército e são, efetivamente, militares. No entanto, a atitude gerou algumas críticas, inclusive do técnico de Zanetti, Marcos Goto, que afirmou que “apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá”.

Nesta quarta-feira, o Major Guedes, vice-presidente da Comissão de Desportos do Exército Brasileiro, rebateu as declarações de Goto em entrevista à Rádio BandNews FM.

“O técnico do Zanetti é um cara fantástico, que fez um trabalho sensacional. Os resultados estão aí. Infelizmente, ele não tinha todas as informações necessárias para emitir essa opinião. Para que vocês possam ter uma noção, nós temos no programa de alto rendimento do Exército efetivamente 179 atletas, dos quais somente 52 conseguiram vaga para os Jogos Olímpicos. Desses 179 atletas, quase 30% são atletas com menos de 23 anos. Ou seja, atletas que são promessas que estarão provavelmente na Olimpíada de Tóquio 2020.

Com relação à busca de talentos, as Forças Armadas e o Ministério da Defesa têm outro projeto, o Força no Esporte, que é basicamente de inclusão social e atende 20 mil crianças em todo o país. Ele visa justamente tirar essas crianças de uma vida talvez não tão boa, apresentar o esporte e, possivelmente, sair algum talento”, explicou o militar.

Até o momento, nove dos 11 medalhistas brasileiros fazem parte das Forças Armadas. As exceções são o ginasta Diego Hypolito e o canoísta Izaquias Queiroz. Guedes explicou como funciona o alistamento desses atletas.

“Eles fazem parte do programa, que existe desde 2009 e oferece suporte para que eles possam realizar os seus treinamentos. Eles são incorporados ao Exército e às Forças Armadas através de um edital público. Nós disponibilizamos as modalidades e as vagas que são de nosso interesse. Eles se inscrevem, passam por uma série de fases de seleção, que envolve entrevista, exame médico, exame físico, análise curricular, prova de títulos.

Vencidas todas essas fases, eles passam a ser incorporados ao Exército. No Exército, eles passam a ter uma série de benefícios que são normais e comuns aos militares, como vencimentos, apoio de saúde em todo território nacional, acesso às instalações esportivas, acesso a laboratórios de biomecânica e fisiologia do exercício”, explicou Guedes, que revelou que o salário de um atleta de alto rendimento gira em torno de R$ 3,2 mil.

Segundo o major, o projeto não é apenas de benefício dos atletas, já que eles precisam oferecem contrapartidas às Forças Armadas.

“Após selecionados, eles se apresentam – no caso do Exército, aqui na Urca, no Centro de Capacitação Física – e realizam seu estágio de capacitação militar. É um estágio que dura de três semanas a 45 dias, onde eles recebem todo tipo de instrução, tanto teórica quanto prática, o que os torna efetivamente integrantes do Exército brasileiro”, disse Guedes, que garante que os esportistas não são obrigados a prestar continência no pódio.

“Durante a formação, eles são ensinados em qual momento deve-se prestar continência. Não só as bandeiras, mas os símbolos nacionais são coisas regulamentares, normais, que todos os militares prestam em qualquer tipo de situação. Eles não são obrigados, são ensinados do que é certo ser feito. Na verdade, é só um sinal de respeito a um dos maiores símbolos nacionais, que é nossa bandeira”.

› FONTE: band


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