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COB recuperou a imagem que o Rio nunca deveria ter perdido

Publicado em 06/08/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


Com uma festa que comoveu o mundo, mostrando a essência do Brasil e com um jogo de projeções e efeitos especiais que impactaram o mundo, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) promoveu uma cerimônia de abertura que resgatou o melhor da cidade que sedia a Olimpíada: natureza, alegria, música, beleza e simpatia.

A imprensa internacional não poupou elogios. O argentino El Clarín disse que o Rio vibrou com uma festa cheia de música, cores e esporte. “A cerimônia de abertura foi uma exibição à altura da Cidade Maravilhosa. Havia ritmo e beleza em cada passo no estádio do lendário Maracanã”, avalia a publicação.

O norte-americano The New York Times disse que a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro chegou “como um salve” após todas as crises, políticas e econômicas, que o país enfrentou durante a organização dos jogos. Segundo a publicação, a festa disfarçou “as feridas por algumas horas e deixou os brasileiros celebrarem tudo”.

O jornal francês Le Monde chamou a cerimônia de inovadora e destacou que a abertura foi marcada por uma celebração da música brasileira. Na página de cobertura ao vivo da BBC inglesa, o veículo se referiu à cerimônia como um “show espetacular”.

O inglês The Guardian destacou que há um contraste interessante entre a abertura da Rio 2016 e dos jogos de Beijing em 2008 e em Londres, em 2012. As duas cerimônias anteriores abordaram a história dos países-sede, enquanto no Rio a mensagem passada é de que “é preciso fazer algo sobre o meio ambiente ou podemos não ter muitos Jogos Olímpicos para celebrar no futuro”.

Nuzman: Rio é melhor lugar do mundo; presidente do COI elogia Brasil

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, disse que a experiência do Brasil em sediar a 31ª edição dos Jogos Olímpicos vai abrir espaço para que o evento possa chegar a outras regiões do mundo. “Lembrem-se, os filhos do Brasil não fogem à luta, são fortes. O Rio está orgulhoso de ser a capital olímpica do mundo, iluminado pela transformação que prometemos e entregamos”, disse.

Segundo Nuzman, o Rio é o melhor lugar do mundo no momento. “O Brasil recebe o mundo de braços abertos. Sou o homem mais orgulhoso vivo, sou orgulhoso da minha cidade, do meu país”, lembrando que já foi atleta de vôlei e participou dos jogos olímpicos de Tóquio em 1974.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse que o Brasil conseguiu organizar os Jogos mesmo enfrentando problemas políticos. "Todos devem estar muito orgulhosos esta noite. Vocês conseguiram em sete anos aquilo que gerações antes de vocês só puderam sonhar. Transformaram o Rio em uma cidade moderna e em uma cidade ainda mais bonita", disse.

Efeitos

Projeções e luzes foram os principais recursos tecnológicos utilizados. As projeções no chão do Maracanã criaram efeitos muito aplaudidos pelo público, como o voo do 14 Bis sobre o Rio de Janeiro, a transformação da floresta em um país tomado por plantações e grandes cidades e os traços arquitetônicos de Oscar Niemeyer no caminho da "Garota de Ipanema" Gisele Bündchen. Os fogos de artifício também causaram grande impacto, levantando o público.

Público cantando

O público cantou junto com energia e se levantou no momento mais animado da festa, quando o cantor Jorge Ben Jor interpretou seu clássico País Tropical. O Rap da Felicidade, com seu conhecido verso "Eu só quero é ser feliz" foi outro momento em que a plateia do Maracanã participou com empolgação. O voo do 14 Bis ao som de Samba do Avião também foi intensamente aplaudido.

O momento da entrada das delegações levantou o público. Grandes delegações, como a americana, a francesa e a britânica fizeram a plateia vibrar, mas países como Cuba, Palestina e Haiti também foram muito aplaudidos. Com a primeira olimpíada em seu continente, países da América Latina como México, Paraguai, Peru e Uruguai foram calorosamente recebidos.

O Time Olímpico de refugiados emocionou o público, que correspondeu com fortes aplausos. O Brasil encerrou o desfile ao som de Aquarela Brasileira e fez tremer o estádio do Maracanã com gritos e palmas.

Com a passagem de todas as delegações, os atletas depositaram suas sementes em torres espelhadas que depois revelaram os aros olímpicos, que eram formados por árvores. Uma queima de fogos encerrou o desfile.

Pira olímpica

O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, único brasileiro consagrado com a medalha Pierre de Coubertin, acendeu a pira olímpica do estádio, depois de receber a tocha da jogadora de basquete Hortência e do tenista Gustavo Kuerten.

A pira das Olimpíadas do Rio tem uma pequena chama, que fica em frente da escultura do artista plástico Anthony Howe, formando um conjunto que representa o sol. A quantidade pequena de fogo, segundo a Rio 2016, faz da pira de 2016 uma chama de baixa emissão de carbono. O momento anterior à pira foi marcado por um grande desfile que trouxe as 12 escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro e os cantores Anitta, Caetano Veoloso e Gilberto Gil, que embalaram a plateia ao som de Isso aqui, o que é?, de Ary Barroso.

A Bandeira Olímpica foi carregada por brasileiros que se destacaram no esporte, e o público aplaudiu com grande intensidade. Marta Vieira (futebol), Sandra Pires (vôlei de praia), Oscar Schmidt (basquete), Torben Grael (vela), Emanuel (vôlei de praia) e Joaquim Cruz (atletismo)  carregaram o símbolo olímpico. Também conduziram a bandeira a juíza Ellen Gracie e a fundadora do Instituto Pró-Criança Cardíaca,  Rosa Celia Pimentel Barbosa. O medalhista olímpico Robert Scheidt fez o juramento dos jogos, a parte em que os atletas se comprometem a competir sem recorrer à dopagem foi muito aplaudida.

› FONTE: JB


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