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Os físicos que colocaram um pouco de ciência em ‘Caça-Fantasmas’

Publicado em 24/07/2016 Editoria: Tecnologia sem comentários Comente! Imprimir


No novo Caça-Fantasmas, que estreou nos cinemas na última semana, cientistas lançam jatos coloridos de partículas para agarrar assombrações, criam armas tecnológicas que são capazes de acertá-los e desintegrá-los. Há um divertido fundo científico (ainda que absurdo) por trás do reboot da franquia dos anos 1980 que, para parecer verossímil para a audiência, foi inspirado em ciência de verdade.

O laboratório de Erin Gilbert, personagem de Kristen Wiig que é professora da Universidade Columbia, é a cópia do gabinete de Janet Conrad, especialista no estudo de física de partículas no Instituto de Technologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Janet e seus colegas ajudaram a equipe de produção do longa, inserindo livros, fórmulas e engenhocas que ajudam o filme a parecer, na medida do possível, cientificamente preciso.

Inicialmente, os produtores de Caça-Fantasmas procuraram David Saltzberg, professor de física e astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), que revisava e corrigia os roteiros da série Big Bang Theory. Saltzberg indicou Lindley Winslow, professora de física do MIT e especialista em física nuclear, que conduziu a equipe por um tour nos laboratórios da universidade. Além do passeio, Lindley também transcreveu a enorme fórmula que aparece no quadro atrás da personagem Erin Gilbert, antes que ela dê uma palestra na Universidade Columbia.

“Eles queriam que tudo fosse autêntico – até o ponto em que os fantasmas aparecem”, explicou Lindley ao site da revista americana Wired.

A cientista também colocou as equipes de filmagem em contato com James Maxwell, pesquisador do laboratório de física nuclear do MIT, que ajudou a compor o laboratório de Abby (Melissa McCarthy) e Jillian (Kate McKinnon). Maxwell misturou princípios reais de física às invenções amalucadas da engenheira da ficção para criar as “mochilas” de prótons que as caça-fantasmas usam no filme. Em um vídeo (em inglês) divulgado pelo estúdio em maio, ele explica como fez para o laboratório do filme não parecer completamente estapafúrdio.

Em meados de 2015, no entanto, Lindley deu à luz a um bebê e Janet Conrad, sua colega no MIT, deu continuidade ao trabalho. Por 500 dólares, Janet alugou os livros e peças decorativas de seu gabinete na universidade para criar o escritório de Erin (Kristen Wiig). Todos os papeis com fórmulas e conclusões acadêmicas espalhados pelo set foram escritos por ela – formatados para parecerem reais.

Inspiração científica

Para as pesquisadoras, o incentivo para participar da produção foi ajudar na criação de um filme que retrate cientistas mulheres – papel que, tanto no cinema quanto na vida real, costuma ser masculino. Segundo elas, não havia muitas referências culturais nas quais se inspiraram para seguir a profissão de cientista, nos Estados Unidos.

“É muito importante, porque as garotas do ensino médio vão ver o filme”, afirmou Lindley à Wired. “E ele pode colocar uma ‘sementinha’ em suas cabeças.”

› FONTE: Abril


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