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Fernando Macaé vai conduzir a Tocha Olímpica dia 31

Publicado em 13/07/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 1 comentário Comente! Imprimir


O jogador é um dos selecionados para conduzir a Tocha Olímpica em Macaé, no próximo dia 31

O jogador é um dos selecionados para conduzir a Tocha Olímpica em Macaé, no próximo dia 31

Ele carrega Macaé no nome e no coração. Foi aqui, na Princesinha do Atlântico, que Fernando Ferreira Assis, o Fernando Macaé, viveu toda sua infância, estudou, aprendeu a jogar bola, e de onde saiu pelo mundo afora fazendo bonito e marcando a história do futebol. O jogador é um dos selecionados para conduzir a Tocha Olímpica em Macaé, no próximo dia 31.

Os cabelos ruivos já estão mais claros. Mas as famosas sardas, que lhe renderam o apelido de Ferrugem, ainda estão lá. Aos 52 anos, aposentado do futebol há 20, Fernando se diz feliz pela oportunidade de conduzir a tocha. "Também conduzi a tocha do Pan, em 2007. E agora, será incrível. Nem pensava que veria uma Olimpíada no Brasil. É um privilégio ser um dos condutores da tocha. Um sonho realizado", comemora.

Proprietário de um restaurante e pizzaria na Praia de Cavaleiros, é com o belo cenário torneado pelo mar que Fernando conta a sua história. Nascido em Campos dos Goytacazes, ele veio para Macaé com apenas três meses de idade e sempre mostrou aptidão para o esporte.

- Sempre que me viam jogar, as pessoas diziam para o meu pai que eu jogava bem. Com meus 15 anos, fui descoberto e com 17 me levaram para jogar no Cruzeiro. Num treino, vencemos de 4 a 1, com três gols meus. Isso em abril de 1981. No fim do mesmo ano, fui escalado para a seleção brasileira de juniores, no qual jogavam Dunga e Bebeto - citou Fernando, que retornou de vez para Macaé há nove anos.

Depois do Cruzeiro, Fernando foi parar no Bangu, passou pelo Botafogo, foi jogar na Suíça e em Portugal, onde jogou no Belenenses e Atlético de Lisboa. Essa experiência fez com que ficasse ainda mais conhecido. Hiperativo quando criança, Fernando lembra que sempre teve dificuldades na escola e repetiu muito de ano. Mas se orgulha de ter incentivado os filhos. "Eu estudava no Castelo, colégio de freiras, mas só queria saber de jogar de bola. É de lá um professor que marcou minha história, o Fernando Rêgo Barros", conta.

Foi na época do Cruzeiro, no início de tudo, que conheceu sua esposa, aos 16 anos. "Foram três anos de namoro e já são 32 de casados. Temos dois filhos. Um é médico, tenente da Marinha e a outra é professora de Educação Física, trabalha comigo e está esperando o meu primeiro neto, Enzo. Isso é que é felicidade para mim", ressalta.

Empresário - Após deixar o futebol, Fernando se tornou empresário. Investiu em imóveis, já teve loja de roupas e atualmente é proprietário do restaurante na praia. "Enquanto eu via colegas com carrões na garagem, eu optava por um mais popular, que me servia, onde eu podia carregar minha família tranquilamente, e investia. Sempre fui assim. Sempre soube lidar com o pouco que ganhei", explica.

Sem carregar bandeiras de time, Fernando Macaé ostenta, com carinho, a camisa da seleção brasileira. E confessa um desejo antigo que não conseguiu realizar: jogar com o Zico. "É um jogador que sempre admirei, por seu amor à camisa, sua lealdade ao time. Era fora de série. Marcou uma geração. Roberto Dinamite também foi assim. Hoje em dia não tem muito isso. Talvez só o Rogério Ceni e o Fred", acredita.

Apesar de seu amor pelo esporte, e de ter encerrado sua carreira no Macaé Esporte, onde chegou a ser treinador, Fernando não tem time preferido.

› FONTE: Ascom


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