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Uso indiscriminado de energéticos pode provocar sérios problemas à saúde

Publicado em 28/02/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Segundo Dr. Lucas Rodrigues, ingestão excessiva de álcool com energético pode levar até a óbito

Segundo Dr. Lucas Rodrigues, ingestão excessiva de álcool com energético pode levar até a óbito

Um hábito que tem se tornado mui­to comum nos últimos anos é o consumo de bebidas ener­géticas, tanto por pessoas que estão diariamente en­volvidas em extensa rotina de trabalho, quanto por jo­vens que em meio à baladas sentem a necessidade de ter mais energia para aguentar uma noitada. Nesse período de verão, o consumo se tor­na ainda maior. Essa semana tem carnaval, são quatro dias de folia e, o fato é que, inde­pendente do motivo, a cada dia um número maior de pessoas consome este tipo de bebida sem saber que pode ocasionar sérias consequên­cias à saúde, como proble­mas no coração.

Segundo o cardiologista Lucas Rodrigues, o problema está no uso indiscriminado dos ener­géticos, sem que as pessoas conheçam os riscos, princi­palmente, quando combina­dos com bebidas alcoólicas. Ele explica que o consumo de energético com álcool sem nenhuma orientação médica e conhecimento pode ser um perigo. “Existe um composto no energético de substâncias como a cafeína, guaraná e a taurina, que tem efeito esti­mulante. A combinação com bebida alcoólica estimula parte do sistema nervoso cen­tral e vai direto mexer com a frequência cardíaca e a pres­são arterial”, diz o médico.

O médico lembra que to­dos sabem que o álcool causa um efeito que agita e depois deprime quem consome. O problema é que a bebida combinada com os efeitos estimulantes dos energéticos podem deixar os usuários mais excitados, com palpi­tações, tremores, entre ou tras sensações. Ele diz que na verdade, a mistura po­tencializa os riscos à saúde, principalmente, quando há a ingestão excessiva das duas bebidas. “Os componentes estimulantes vão para o san­gue e fazem com que a pessoa perca o controle”, ressalta ao lembrar que dependendo da situação o uso indiscrimina­do pode levar o usuário a ter convulsões e arritmias e até chegar ao óbito.

Além de esticar a bala­da ou uma festa de carna­val, outro efeito apontado pelo médico é que a mis­tura subestima o nível do álcool, ou seja, o energético disfarça o gosto da bebida alcoólica. De acordo com a Anvisa, os primeiros alertas se devem ao fato do produ­to ter uma elevada quan­tidade de cafeína em sua formulação. “O risco maior está na dosagem ingerida, especialmente, para quem tem sensibilidade à cafeína. Mas não existe um estudo que discrimina a quanti­dade certa para o consumo de energético com álcool, e sim somente para o ener­gético puro, que segundo a Agência Reguladora Ame­ricana (FDA) é de até 180 mg de cafeína por cada lata de energético”, acrescenta o médico Lucas Rodrigues.

Ainda segundo o cardio­logista, nesta época do ano na cidade há um aumento nos atendimentos, de pessoas que estão, muitas vezes, sob o efeito do energético combi­nado com bebidas alcoólicas, principalmente de jovens e pessoas de meia idade. “Não sentir os efeitos do álcool pode parecer bom, mas não é. Para eles, o uso do energéti­co é uma forma de mascarar o que o corpo está sentindo, mas a pessoa não fica tão bem como pode pensar e o orga­nismo pode ser a afetado de qualquer jeito”.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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