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Sem água há mais de dois meses, moradores da região vivem no improviso

Publicado em 28/02/2014 Editoria: Geral 3 comentários Comente! Imprimir


Moradora Juciara Machado já teve que pagar R$ 150 em caminhão p ipa para abastecer a cisterna

Moradora Juciara Machado já teve que pagar R$ 150 em caminhão p ipa para abastecer a cisterna

Já faz muito tempo que a população reclama de falta de água em alguns bairros de Rio das Ostras. Investimentos para am­pliação da rede de abas­tecimento têm sido feitos pelo poder público, mas, nas últimas semanas, bair­ros que antes recebiam água regularmente viram a fonte secar. A situação faz com que os moradores vivam no improviso, en­quanto outros precisam gastar dinheiro com cami­nhões pipa.

A mesma situação ga­nhou destaque também em Macaé. Entre os bairros mais prejudicados estão Nova Holanda, Nova Es­perança e Jardim Marin­gá. Em algumas localida­des, os moradores chegam a ficar cerca de 40 dias sem água.

Um dos bairros que tem sofrido com a redução no abastecimento é o Recanto. No local, a população rela­ta que anteriormente não enfrentava problema com este serviço, mas nas últi­mas quatro semanas, viu a situação piorar. Foram quase 30 dias sem ver uma gota d’água cair na cister­na. Esta semana, algumas ruas do bairro começaram a ter o serviço normalizado para a surpresa de muitos, inclusive da moradora Ju­ciara Machado, que resi­de na rua Cora Coralina. Ela comprou na segunda­-feira, dia 24, um cami­nhão de água e gastou R$ 150. “Quando foi na terça­-feira, dia 25, começou a cair. Mas, nestes últimos dias passei na agonia. Há que não acontecia isso. Tive que reutilizar água da roupa para lavar chão, jogar no vaso e as­sim vai”.

Juciara cobra uma resposta à Nova Cedae, que presta o serviço em Rio das Ostras, pois, não fica claro o que realmen­te causa os problemas. “Tenho hidrômetro e, por isso, pago a minha conta todo o mês”. Ela disse que está com medo dos próxi­mos dias, porque a cidade estará ainda mais cheia. “Até para comprarmos ca­minhões pipa fica difícil”.

Entretanto, a poucos metros da casa de Ju­ciara, a água ainda não voltou a cair. É o caso da moradora da rua Esmael Nogueira, Marcia Helena. Segundo ela, o problema começou no Natal e até hoje não foi solucionado. Para matar a sede e fazer comida, ela, mesmo sem poder, compra água. Já para tomar banho, conta com a boa vontade dos vi­zinhos. “Mas, a água está cara. Queria que isso fosse resolvido”, completou.

Comovido com a si­tuação a que os vizinhos estão submetidos, o mo­rador da rua Jornalista Jaime Barreiros, Aleipo Lima, costuma doar água. Isso porque a cisterna que ele possui tem 14 mil litros, que já está acabando, pois, há mais de duas semanas não vê cair água em sua casa. “A última vez que caiu foi bem pouquinho, entre­tanto, como posso ajudar os vizinhos eu faço”.

PROBLEMAS TAMBÉM NO MARILÉA

A deficiência na prestação do serviço não é uma exclusividade so­mente do Recanto. No Mariléa, moradores que há algumas semanas não tinham problemas com o abastecimento também reclamam. De acordo com o estudante, Dângelo Moreira, a últi­ma vez que caiu água em sua casa foi no dia 19 de fevereiro. “Liguei para Cedae procurando in­formação e eles me dis­seram que devido aos pi­ques de energia tiveram problemas em equipa­mentos”. Ele informou ainda que no domingo, dia 23, caiu tão pouco que não somou 100 ml de água. “Liguei nova­mente e eles disseram que um cano havia rom­pido. É sempre assim, sempre há problemas, principalmente em alta temporada”.

Para Dângelo esta é uma situação bastan­te constrangedora para aqueles que pagam as suas contas em dia. “Es­tou economizando água desde sexta-feira, não sujando muita louça, usando descartáveis, deixando de limpar casa, para tentar pelo me

ESTIAGEM PREJUDICA O SERVIÇO, APONTA CEDAE

A Cedae reconheceu que o abastecimento foi ainda mais comprometido em Rio das Ostras nas últimas semanas e atribuiu isso a alguns problemas. O prin­cipal deles é a estiagem e as altas temperaturas que têm feito baixar significa­tivamente o nível do Rio Macaé. Houve ainda, segundo o gerente regional da Cedae, Fernando Arruda, um rompimento de uma adutora na BR 101 na última semana. “Resolvemos isso até na quinta-feira, dia 20. Agora a normalização do abastecimento é uma questão de dias”.

Fernando lembrou que no dia sete de fevereiro houve outra interrupção do serviço. Neste caso, um caminhão da Autopista Fluminense arrebentou um cabo de energia, prejudicando os serviços. “Vale lembrar que nossa capacidade de tratamento é de 450 litros por segundo, mas, por causa da estiagem estamos tratando cerca de 400”.

O gerente regional disse ainda que nos próximos dias vai deslocar uma bom­ba instalada dentro do Rio Macaé para um local onde há mais água, pois na atual posição não tem cumprido o papel de captação como dev eria.

Quanto às denúncias de falta de água prolongada apresentadas na reporta­gem, Fernando Arruda informou que vai pedir para averiguar a situação, pois, às vezes se trata de problemas isolados e podem ser resolvidos. Um reforço no abastecimento ainda deve ser sentido esta semana pelos consumidores.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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