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Luta por cargos vai se intensificar na Igreja do RJ nos próximos meses

Publicado em 25/02/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


No sermão da missa de domingo, o papa Francisco disse a seguinte frase: “O cardeal entra na Igreja de Roma, não entra numa corte. Evitemos todos hábitos e comportamentos de uma corte: intrigas, críticas, facções, favoritismos, preferências”. E se quiser seguir à risca as palavras do Papa, dom Orani João Tempesta vai ter trabalho.

O Terra consultou fontes ligadas à arquidiocese, que preveem para breve uma guerra interna de egos em busca de mais cargos na Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro. Tudo porque o mesmo papa Francisco deve tirar mais dois bispos-auxiliares de dom Orani do Rio de Janeiro, assim como já fez com dom Nelson Francelino, que no próximo dia 5 de abril assume o bispado de Valença.

Com três vagas em aberto, segundo as fontes que o Terra ouviu no Rio de Janeiro e em Roma, a disputa será intensa entre os padres. Foram 70 os que viajaram para assistir ao consistório que fez de dom Orani cardeal do Rio de Janeiro, no último sábado.

A decisão de fazer alguém bispo é exclusiva do Papa. Mas é certo também que é bem difícil para o pontífice, dentro do Vaticano, saber da vida de mais de 500 mil padres espalhados pelo mundo. E nessa hora é que os bispos entram em cena com sua influência junto ao Papa. É nessa hora também que os padres se aproximam mais de seu bispo em busca da honraria de ser no mínimo bispo auxiliar.

Sem dom Nelson e com a provável saída de mais dois, o cenário fica assim: dom Antonio Augusto Duarte e dom Edson de Castro Homem não têm intenção de deixar a cidade. O primeiro é estrito colaborador de dom Orani; o segundo fica na cidade por problemas de saúde. Restam os mais jovens: dom Paulo Cezar Costa, dom Pedro Cunha Cruz, dom Roque Costa Souza e dom Luiz Henrique da Silva. Desses dois devem ganhar alguma diocese brasileira nos próximos abrindo assim três vagas de bispos auxiliares na arquidiocese.

Embora a briga se preveja ferrenha, já há três nomes que despontam como favoritos na sucessão e na ascensão dentro da Cúria carioca. O primeiro é o padre José Gomes, de formação totalmente romana, clássico, e que voltou ao Brasil há pouco mais de seis anos. Ele foi o responsável direto pelo cerimonial de dom Orani em Roma.

Na sequencia está o padre Marcio Queiróz, responsável pela comunicação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Comunicação é especialidade de dom Orani, e o resultado desse setor na JMJ foi quase um desastre. A favor de Marcio, porém, está o fato de trabalhar em comunidades carentes (Ramos, Manguinhos e Jacarezinho), o que agrada a dom Orani e ao papa Francisco. Na época, padre Marcio já foi até saudado por jornalistas depois da JMJ como futuro bispo auxiliar.

Por fim vem padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor. Comunicativo, musical e organizado, o padre tem mais de 230 mil seguidores no Facebook. Ele tenta ser a ligação entre dom Orani e os meios de comunicação, outro fator que agrada ao cardeal por sua estratégia moderna de evangelização. Mas, se esses são os favoritos, nada pode ser descartado.

Tudo o que irá acontecer no tabuleiro de jogo de xadrez da Igreja Católica do Rio de Janeiro, nos próximos meses, depende do papa Francisco. Se ele resolver mexer suas peças antes do fim do ano, pode colocar ainda fogo nessa disputa. Isso porque o Papa teria a intenção de trazer Dom Orani a Roma para comandar a Comunicação Social da Igreja Católica em nível mundial. 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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