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Comitê diz que atletas dos EUA podem desistir da Rio-2016 por causa do zika

Publicado em 08/02/2016 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


A proliferação do vírus zika no Brasil fez com que o Comitê Olímpico dos Estados Unidos afirmasse a federações esportivas do país que atletas e membros de comissões técnicas podem considerar não participar da Olimpíada de 2016, no Rio.

Duas pessoas que participaram da reunião teriam afirmado que a mensagem foi repassada em janeiro, durante uma teleconferência com membros do comitê olímpico do país e líderes de federações.

O presidente da Federação de Esgrima dos EUA, Donald Anthony, teria afirmado que as federações foram informadas de que ninguém deve ir ao Brasil "se não se sentir confortável".

O porta-voz do comitê olímpico, Mark Jones, confirmou que Alan Ashley, chefe de performance esportiva da entidade, informou a líderes de federações sobre recomendações quanto ao vírus.

"Uma das coisas que eles disseram foi, especialmente para mulheres que podem estar grávidas ou até mesmo pensando em ficar, que se estão se programando para ir ao Rio, não deveriam ir", disse Anthony. As informações são da Reuters.

França restringe doações de sangue de pessoas de zonas afetadas pelo Zika

A França restringiu as doações de sangue de pessoas que viajaram para áreas afetadas pelo vírus Zika, anunciou neste domingo (7) a ministra da Saúde, Marisol Touraine. A ministra disse que as pessoas que queiram fazer doações de sangue na França e que tenham viajado para regiões onde o vírus "tem expressão epidêmica" terão que esperar 28 dias para poder fazer a coleta.

O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor do vírus, mas pesquisas apontam presença no sangue e na urina
O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor do vírus, mas pesquisas apontam presença no sangue e na urina
Já o sangue recolhido nos territórios franceses das Caraíbas - Guayana, Martinica e Guadalupe – estará sujeito a testes para constatar a presença do vírus.

A ministra da Saúde francesa aconselhou as mulheres grávidas a evitar, "se puderem", viajar para as regiões da América Central e do Sul. Em relação às grávidas das regiões francesas na América, a ministra recomendou o controle médico permanente, e disse que o país está disponibilizando testes, pagos pela Segurança Social, para identificarem mulheres contaminadas.

De acordo com Marisol Touraine, existem atualmente 18 casos de Zika registrados na França, todos importados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha considerado "adequado" restringir as doações de sangue de viajantes oriundos de países de risco, para evitar uma eventual propagação do vírus Zika.

Situação de emergência

A OMS declarou no dia 1º situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.

A decisão foi tomada após reunião de um comitê de emergência em Genebra, convocado pela entidade na última sexta-feira (29) para tratar do assunto.

Durante coletiva de imprensa, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou que ainda é necessário comprovar cientificamente a ligação entre infecções pelo vírus Zika em gestantes e casos de microcefalia em bebês. As evidências, entretanto, são consideradas fortes pelos especialistas do grupo.

› FONTE: JB


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