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Tecnologia a favor dos atletas brasileiros nas Olimpíadas 2016

Publicado em 19/10/2015 Editoria: Olimpíadas 2016 sem comentários Comente! Imprimir


Em uma Olimpíada, a comunicação é fator fundamental para que comissão técnica, atletas e organização otimizem seus trabalhos. Por isso mesmo, a utilização de tecnologia de ponta tornou-se uma das grandes preocupações do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para garantir que todos os envolvidos nos jogos de 2016 possam trocar informações em tempo real, com a maior eficiência possível.
O COB conta, já há um ano, com o apoio da Cisco para prover soluções de comunicação e videoconferência (WebEx). Mas, agora, essa parceria deu mais um passo importante. A norte-americana está fornecendo para o Comitê uma estação de colaboração imersiva de última geração, primeira deste modelo a ser instalada no Brasil. a IX5000 possui três telas LCD de 70 polegadas, câmeras 4K de ultra definição e áudio com qualidade de cinema. Para o streaming em Full HD, é necessário uma conexão de 2 a 4 Mbps - nada extraordinário se comparado à realidade das bandas atuais.

Daqui, o Comitê poderá se conectar a outras 54 estações de vídeo colaboração, 30 câmeras HD de vídeo monitoramento, 200 vídeo fones, 25 switches de rede e cinco servidores, além de 200 pontos ligados ao WebEx e Jabber. As licenças, assim como todos os equipamentos, também foram cedidos pela Cisco para os próximos três anos, com possibilidade de renovação da parceria caso a empresa julgue que o COB esteja fazendo bom proveito da estrutura. 

“Estamos vivendo uma verdadeira revolução na gestão esportiva no país e o apoio de iniciativas como esta da Cisco contribui para atingirmos um patamar nunca antes alcançado em termos de organização das entidades esportivas. Estamos muito felizes em ter a oportunidade de utilizar equipamentos de alta qualidade fornecidos pela Cisco em prol do desenvolvimento do esporte nacional”, afirma o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
A sala de colaboração imersiva promoverá uma grande economia com custos de viagem - hoje, este orçamento está na casa dos 40 milhões de reais ao ano, que podem ser enxugados bastante com o uso da nova tecnologia cedida pela Cisco. "Essa economia pode representar o que investimos no Diego Hypólito e no César Cielo, por exemplo. É um dinheiro a mais para novos investimentos em atletas promissores", explica Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do COB.

Os equipamentos de telepresença já são usados pelo COB há algum tempo. A diferença, agora, é a qualidade superior dos novos equipamentos. Quando a atleta Laís Souza acidentou-se nos EUA em 2014, seus exames já foram compartilhados com uma junta médica via teleconferência. No Panamericano de Toronto este ano, a videoconferência foi fundamental para a comunicação das 5 sub-vilas que contavam com a presença de brasileiros. "Sempre que estamos em mais de uma vila, a comunicação se torna uma questão mais complicada. Em Toronto, foram 1050 pessoas comunicáveis 24/7 através do WebEx. Isso representa não só uma economia, mas também uma mudança radical da cultura de trabalho", explica Marcus Vinícius. "Às 7 da manhã tínhamos uma reunião com representantes de todos os países envolvidos. Na sequência, tínhamos uma reunião com os times das 5 sub-vilas, também online, para que às 10h já pudéssemos nos encontrar. Ao longo do dia, temos a central de controle para coordenar a movimentação da delegação. Todos têm celular com chip e, assim, é possível saber a localização de todos. Se acontece algum problema, podemos ativar o carro ou a pessoa que estiver mais perto da ocorrência e esse tipo de tecnologia consegue nos ajudar bastante nessa questão"

› FONTE: Canaltech


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