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Central de Interpretação de Libras amplia atendimentos no estado

Publicado em 14/02/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Moradores da Baixada Fluminense, Tiago Cardoso, de 26 anos, agenda um exame audiométrico, enquanto Jéssica de Souza, de 24 anos, recebe informações de como proceder para solicitar a carteira nacional de habilitação. Os jovens têm características em comum: fazem parte do universo de cerca de 4 mil jovens com surdez que estão sendo atendidos pelos intérpretes da primeira Central de Interpretação de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) do estado, em Queimados.

Neste mês, a unidade – que conta quatro intérpretes e um coordenador, mobiliário, impressora, aparelho telefônicos, computadores e webcam de alto desempenho – ganhou um veículo do Estado para agilizar e ampliar a oferta de serviços de tradução e interpretação a pessoas com surdez. Com o novo recurso, o local pode realizar cerca de 60 atendimentos por mês, em todo o estado.

Na sede da central, os serviços funcionam por meio de chats virtuais, em que o intérprete se comunica com o surdo à distância, com uso de webcam, para agendamento e acompanhamento, com tradução simultânea, de consultas médicas, entrevistas de emprego, audiências judiciais e agências bancárias.

Inaugurada em novembro do ano passado, a primeira unidade do Rio e a terceira do país é fruto da parceria da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos com o programa do Governo Federal Viver Sem Limites.

– Somos uma ponte, que viabiliza o acesso do surdo aos seus direitos. O novo carro está disponível para qualquer surdo que precise de interpretação de Libras em espaços públicos. O Governo Federal e a prefeitura são responsáveis pela estrutura física da central, enquanto o Estado custeia a parte financeira. Nosso município foi escolhido por reunir um grande número de surdos, por ser a região que mais cresceu economicamente no último ano, além da localização estratégica, capaz de atender facilmente municípios vizinhos, como Nova Iguaçu, Nilópolis e Paracambi – explicou a coordenadora da central, Graciete Telles.

Além de agendar o atendimento médico, o estudante Tiago Cardoso, contou com a ajuda da central para realizar a matrícula no Colégio Estadual Roquette Pinto, que também conta com intérprete de Libras nas aulas.

– Fico muito feliz com a oportunidade de estarmos em igualdade de condições, aproveitando as oportunidades que surgem na nossa vida. Eu não tinha documentos de identificação, somente certidão de nascimento, porque era difícil ser compreendido nos atendimentos. Com a ajuda dos intérpretes, consegui fazer a documentação e a matrícula no colégio – disse Tiago, com tradução simultânea de uma das intérpretes.

Jéssica de Souza comemora a chance de ganhar mais autonomia com o auxílio da central.

– Sempre tive que andar com a minha mãe, que me ajuda na interpretação. Agora, tenho mais liberdade para realizar meus projetos – afirmou Jéssica.

Formada em psicologia, com pós-graduação em Libras, a intérprete Joyce Porto, lembra que a linguagem é considerada uma língua oficial desde 2005.

– Em novembro do ano passado, interpretamos toda a programação de aniversário da cidade, inclusive os shows musicais, e este público sentiu-se incluído, com acesso ao que todos têm – explicou a intérprete.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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