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Carteiros pedem melhorias na prestação de serviço à população de Rio das Ostras

Publicado em 13/02/2014 Editoria: Geral 2 comentários Comente! Imprimir


Profissionais não abrem mão da contratação imediata de novos carteiros para atender a crescente demanda

Profissionais não abrem mão da contratação imediata de novos carteiros para atender a crescente demanda

Depois de uma se­mana que o Jornal RJNEWS reper­cutiu mais uma vez o problema da entrega de correspondências em Rio das Ostras, os carteiros estão com os “braços cruza­dos” desde a terça-feira, dia 11. A paralisação teve como objetivo resolver o problema apresentado na reportagem, já que o principal pedido era a contratação de 11 carteiros aprovados no último con­curso público realizado pela empresa. A paralisação atin­giu cidades como: Rio das Ostras, Macaé e Conceição de Macabu. Enquanto isso, as correspondências só eram entregues por terceirizados e alguns concursados.

Em Rio das Ostras, ape­nas quatro concursados con­tinuaram a trabalhar. Para negociar as reivindicações, vieram do Estado dois líderes sindicais. Segundo o secretá­rio Jurídico do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telé­grafos do Rio de Janeiro, Mar­cos Santaguida, os problemas constatados pela população são muito maiores do que se pensam. “As cidades cresce­ram e os Correios não acom­panhou. Por isso, os carteiros ficam sobrecarregados e pre­cisam fazer horas extras”. Em outras cidades da região, por exemplo, eles pediam ainda melhores condições de traba­lho para que as salas fossem climatizadas, já que a maioria funciona apenas com ventila­dores e, neste calor, fica invi­ável permanecer nestes locais por muito tempo.

Para o secretário de Im­prensa do sindicato, André Messias, muitas vezes al­gumas pessoas chegam até a agredir um carteiro, mas o que elas não sabem é que este profissional se desdobra para atender até dois dis­tritos, como são chamadas as áreas demarcadas para o trabalho desses profis­sionais. “Não estamos aqui pedindo questão salarial, mas sim condições dignas de trabalho, para que possamos prestar um melhor serviço”.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Correios, em Rio das Ostras, Macaé e Con­ceição de Macabu, Caroline Bandeira, são necessários 140 carteiros e, atualmente, só estão trabalhando cerca de 80. “É necessário que sejam concursados e não contrata­dos, pois, existe um processo seletivo realizado recente­mente”. Ela informou que as reivindicações das outras ci­dades também estão relacio­nadas à mão de obra e condi­ções de serviço.

Entre as aprovadas está Michele de Lima. Ela fez o con­curso em 2011, em seguida foi convocada para o teste físico e passou. No ano de 2012, assi­nou um documento que seria convocada em um mês, mas até agora não teve a nomeação feita. “Existem os contratados e nós temos o direito de ocupar a vaga, já que estão precisando”.

O problema ganhou as re­des sociais esta semana por meio de uma carta aberta que relata todos os problemas men­cionados na reportagem. Em um dos trechos, eles informam que na televisão a “Empresa Brasileira de Correios e Telé­grafos gasta rios de dinheiro com propagandas e patrocí­nios, e segue batendo recordes de lucro, ano após ano, e ainda assim, precarizam o trabalho, com terceirizações e contrata­ções temporárias, se recusando a convocar novos funcionários através de concurso público. Um absurdo!”. Eles encerram o manifesto reconhecendo a enorme responsabilidade e que querem realizar um serviço de qualidade e respeito.

Até o fechamento desta edição, a contratação dos fun­cionários solicitada não havia sido sinalizada pela empresa.

ELES RECONHECEM OS PROBLEMAS

De acordo com a delegada sindical de Rio das Ostras, Andressa de Mello, os problemas observados na cida­de acontecem devido à precarização dos Correios. Ela informou que a área para a entrega foi expandida e não houve contratação. “Pelo contrário, tivemos uma redução de mão de obra”. Nos últimos tempos, uma das soluções paliativas foi a contratação de funcionários terceirizados temporários. “Mas, estes chegam sem o treinamento ade­quado e nós ao mesmo tempo em que temos que dar con­ta de nosso trabalho, temos que capacitá-los. Alguns nem ficam, pois chegam no meio do caos e se assustam”. An­dressa informou ainda que espera uma reunião com um gestor mais próximo que pode resolver as contratações e, que em Rio das Ostras, eles só voltariam a trabalhar depois de uma resposta positiva. “Não vamos aceitar a resposta de que não há como contratar”, enfatizou.

Para o também carteiro de Rio das Ostras, Daniel Martins, para que o trabalho dê certo na cidade, além do aumento de trabalhadores é necessário um reordena­mento urbano, já que existem ruas iguais em vários bair­ros. “E, infelizmente o código postal que foi implantado no último ano ainda não tem dado certo, pois as pessoas não utilizam. Colocam apenas o código geral”. Ele infor­mou ainda que algumas cartas chegam para ser entre­gues há poucos dias de vencer.

Até o fechamento desta matéria, parte dos profissio­nais de Macaé analisava propostas para voltarem ao tra­balho, outros, já haviam retornado na quarta-feira, dia 12.

VIVENDO DE IMPROVISO

O problema mostrado na última edição não é só exclusivo do bairro Mariléa. Nas redes sociais vários são os internautas que reclamaram da prestação do serviço. Em Cidade Praiana, por exemplo, a morado ­ra Valéria Antunes, disse que todo mês a entrega das contas de cartões de crédito chegam atrasadas. “Já para os outros boletos, ela vai direto nas lojas em q ue costuma comprar, algumas inclusive em Macaé”.

No mesmo bairro, mora Jorge Rosa. Ele conta q ue coloca o endereço nas correspondências para chegar no Rio de J aneiro, onde mora o pai, já q ue aqui elas costumam não ser entregues. “Como estou sempre por lá é mais fácil. O resto tiro pela internet”.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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