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Curso de confecção de bonecas de pano faz resgate à memória de Quissamã

Publicado em 12/09/2015 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Fazer um resgate à memória de Quissamã – esse é o objetivo do projeto envolvendo o curso de confecção de bonecas de pano, que teve sua aula inaugural nesta sexta-feira (11), no Espaço Cultural José Carlos Barcellos. Inicialmente, o curso conta com 15 mulheres atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos dos Idosos (SCFV) e tem parceria com o Instituto Federal Fluminense (IFF).

Helianna Barcellos de Oliveira, curadora do espaço, acolheu o grupo no local e falou sobre a importância desse trabalho que é o reinício de um antigo projeto, de 1998, ocasião na qual eram realizadas as oficinas “Sonho de paz”, envolvendo a comunidade com pessoas da terceira idade, para resgatar a vida com retalhos, com sucata.

Durante a aula inaugural, o grupo pode conhecer bonecos de personagens antigos, de homens e mulheres que fizeram parte da história de Quissamã, como Maria Carabina, Anita Previtalli, Isabel Pagode e a Comadre Jovem, que foi artesã de bruxinhas de pano. As aulas de confecção de bonecas serão ministradas todas as sextas-feiras, de 14h às 16h, no Centro de Memória do IFF. O curso se estende até fevereiro de 2016.

A professora de artes Anelise Tietz contou que quando veio a Quissamã pela primeira vez, ano passado, e conheceu a proposta de Helianna Barcellos, achou interessante fazer esse trabalho de resgate da cidade. Foi então que conseguiu a parceria com o IFF para dar continuidade ao projeto. Além de criar um espaço de convivência e elaboração de bonecas de pano, o objetivo dela é que essas mulheres continuem se encontrando e participem de feiras e exposições, podendo reverter esse trabalho em melhorias econômicas.

“É um público que antigamente tinha mais habilidades manuais e isso se perdeu um pouco. A ideia é resgatar a memória afetiva com a cidade”, ressaltou a professora, lembrando que o principal material utilizado nas aulas é sucata, restos de tecidos, linhas e outros.

Marlene Ledo Tavares Pacheco, de 67 anos, disse que tudo que viu faz parte de sua infância e que tem histórias maravilhosas para contar às suas companheiras. “Apesar de ter tido uma infância, que antes parecia triste, pois já passei fome para poder criar dois irmãos, eu era muito feliz. Várias pessoas da minha família, como meu pai conhecido Vad Clarinetista, fizeram parte da história da cidade”, contou.

Para a coordenadora do SCFV (PAI), Andréa Oliveira, além da socialização e identificação, esse projeto vai ajudar a avivar essas lembranças nos idosos, que tiveram praticamente a boneca de pano como primeiro brinquedo. Segundo ela, o SCFV atende hoje, 1200 idosos em atividade e 870 com transferência de renda direta.

› FONTE: Ascom PMQ


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