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Ciclo de debates Diálogos com o Futuro discute 'Território Integrado e Democrático' no Rio

Publicado em 21/08/2015 Editoria: Cotidiano sem comentários Comente! Imprimir


Nesta sexta-feira (21), o ciclo de debates “Diálogos com o Futuro”, em seu quarto dia, terá como foco principal a temática “Território Integrado e Democrático”, com a participação de especialistas.

Sob a coordenação da Secretaria de Coordenação de Governo, as palestras e workshops debatem os próximos 50 anos da cidade e fazem parte do projeto “Visão Rio 500”, lançado no início da semana pela Prefeitura do Rio, com o objetivo de promover ações para discutir o futuro e auxiliar na elaboração do novo Plano Estratégico do município 2017-2020. A transmissão do evento poderá ser acompanhada ao vivo, durante toda a manhã, pelo site www.visaorio500.rio .

A programação de sexta-feira começa com a participação de Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, que dará a palestra introdutória sobre Território Integrado e Democrático a longo prazo. Logo após, Clarissa Linke (diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento ITDP Brasil), falará sobre Mobilidade e Fluxo na cidade.

A confiança no Espaço Urbano é o tema que Lincoln Paiva (presidente do Instituto de Mobilidade Verde e Fundador da Consultoria Green Mobility) desenvolverá, seguido por Vicente Loureiro (diretor executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental), que discorrerá sobre Uma Visão Metropolitana de Planejamento.

Nesta quijnta-feira (20), terceiro dia do ciclo de palestras, representantes do governo municipal, acadêmicos e membros da sociedade civil debateram o tema "Cidade Competitiva, Inovadora e de Oportunidades".

Representando a Prefeitura do Rio, o secretário executivo de Coordenação de Governo e responsável pelo planejamento estratégico do município, Pedro Paulo, abriu o dia falando sobre o sucesso do projeto lançado no início da semana, que aposta na participação dos cidadãos para delimitar as metas e diretrizes do Plano Estratégico 2017-2020.

- Vivemos uma democracia que prega a participação e colaboração da sociedade na tomada de decisões. Por conta disso, além deste ciclo de debates, faremos reuniões por toda a cidade para que possamos pensar o Rio de Janeiro a longo prazo. O nosso desafio é pensar a cidade fora da caixa, para frente, discutindo as nossas metas de maneira democrática e objetiva. Até o momento, já registramos 677 sonhos em nossa plataforma. A participação do público está intensa.

A primeira palestra foi de Luiz Chrysostomo, sócio da Neo Investimento e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças, que destacou a capacidade da prefeitura planejar suas metas "com antecedência e eficiência":

- A cidade vive um momento de sonhos e realizações, porque sempre pensou à frente. Muito do que vemos acontecer atualmente no Rio já foi pensado há pelo menos 50 anos, como é o caso do BRT Transcarioca e da revitalização da Região Portuária. Poucas vezes, dentro da área pública, vi este empenho em planejar, discutir e executar metas tão objetivamente. Independentemente de visões políticas, o que se vê no Rio de Janeiro hoje é uma agenda de cidadania.

Entre os especialistas que também falaram sobre o tema estão James Manyika, diretor da McKinsey & Company, que já ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento no governo do presidente norte-americano Barack Obama. Diretamente dos Estados Unidos, em videoconferência, James afirmou que o Rio de Janeiro, por seu potencial econômico, tem tudo para se tornar mais produtivo e que seu desempenho "faz toda a diferença para a avaliação do PIB brasileiro".

A terceira palestra do dia foi ministrada pelo chefe do departamento de Risco do Mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Fabio Giambiagi, que abriu sua apresentação com uma frase de Benjamin Franklin ("Falhar em se preparar é se preparar para falhar") e apresentou um levantamento do IBGE sobre a população brasileira. Segundo ele, chamou sua atenção um ponto da pesquisa: a necessidade de preparar crianças e jovens nas escolas para as novas exigências do mundo moderno com, por exemplo, o ensino de língua estrangeira e educação financeira:

- Este aluno, sem dúvida, se tornará mais consciente e menos vulnerável financeiramente em sua vida, pois estarão cientes da economia na qual vivem. O desafio para os próximos 20 anos é investir em uma geração mais produtiva.

Vice-presidente de Esportes da Turner Broadcasting System Latin America, Inc, Edgar Diniz abriu o painel sobre os setores atuais da economia do Rio (esporte, turismo e logística), tomando os investimentos do Brasil com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 como exemplo para ressaltar que esporte e educação devem caminhar juntos, a exemplo do que acontece em outros países, como os Estados Unidos.

MS

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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