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Legislativo de Macaé debate situação da população de rua

Publicado em 06/08/2015 Editoria: Cotidiano sem comentários Comente! Imprimir


O crescente número da população de rua em Macaé motivou debate na Câmara Municipal nesta quarta-feira (5). “O governo mudou a lógica da subvenção das políticas sociais, que há 20 anos abordava a situação dos moradores de rua. Agora vemos um número cada vez maior de pedintes na cidade em lugares como o novo Mercado de Peixes”, disse Maxwell Vaz (SD).

Ele apresentou requerimento de solicitação de informações à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social acerca de “repasses de subvenção ou contribuição financeira para organizações não-governamentais no ano de 2014, relacionando o nome da instituição, valor total e número de parcelas”.

Segundo Maxwell, o objetivo é, sabendo quais são ONGs que recebem subvenções da Prefeitura e quais são os recursos recebidos, verificar por que o serviço não está surtindo efeito. “Precisamos saber o que está acontecendo, pois há entidades que afirmam não receber orientação adequada para obterem os documentos necessários para a liberação de subvenções”, afirmou Marcel Silvano (PT).

O petista sustentou que é preciso mais servidores atuando no setor e alertou que sempre devem ser evitadas “práticas truculentas”, como o confronto e a expulsão dessas pessoas dos locais públicos.

Júlio de César Barros (PPL), o Julinho do Aeroporto, lembrou de quando foi secretário da pasta nos anos de 2010 e 2011. “Havia quase 100 pessoas nas ruas da cidade. Aumentamos a capacidade dos albergues, onde se podia tomar banho, receber comida e outros atendimentos para 25 a 50 pessoas”.

O vereador contou ainda que reuniu-se com pastores evangélicos que davam alimentos aos moradores de rua, pedindo que interrompessem  a atividade. “Essa é uma função do governo e esse tipo de atividade voluntária fomenta a permanência das pessoas na rua. Em pouco tempo não havia mais pessoas vivendo nas ruas da cidade”.

Já Marcel e Maxwell, mesmo concordando que a função é do governo, não excluem a ação de entidades e pessoas voluntárias. “Essas iniciativas pontuais podem ajudar mas devem ser integradas para surtirem um efeito adequado”, disse Marcel.

Contudo, o vereador do Solidariedade acabou retirando o requerimento, pois está prevista a vinda da secretária de Desenvolvimento Social, Maria Josefa Sampayo, à Câmara.

› FONTE: ASCOM


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