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Seca pode tornar Amazônia uma megafonte de emissão de CO2

Publicado em 07/02/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Amazônia: incêndios e estresse hídrico reduzem ação de sumidouro da maior floresta tropical

Amazônia: incêndios e estresse hídrico reduzem ação de sumidouro da maior floresta tropical

Com suas extensas florestas tropicais, a Amazônia desempenha um papel fundamental no sistema climático da Terra, funcionando como um sumidouro de carbono. Suas árvores absorvem dióxido de carbono (CO2) da atmosfera através da fotossíntese e o armazenam.

Mas quando as condições locais mudam, as florestas tropicais podem se tornar uma fonte emissora de gás efeito estufa. É o que mostra um estudo publicado na nova edição da revista científica Nature, em matéria de capa.

Na pesquisa, os cientistas compararam o balanço de carbono na Amazônia entre 2010, um ano excepcionalmente seco na região, e 2011, que foi particularmente húmido e chuvoso.

Durante a estação seca de 2010, a floresta perdeu 480 milhões de toneladas de carbono, ao passo que no ano seguinte, a Amazônia absorveu tanto carbono, quanto liberou.

Nas estações secas, os incêndios na floresta representaram um fator significativo na liberação de carbono. Mas quando o efeito dos incêndios foi removido dos resultados, o estudo descobriu que a floresta foi neutra em carbono mesmo durante a seca. Porém, absorveu 250 milhões de toneladas de carbono ao longo do ano húmido.

Mas são apenas os incêndios que diminuem o papel de sumidouro da floresta. O estudo sugere que a diferença entre os anos secos e húmidos também pode ser explicada por mudanças na taxa de fotossíntese.

Durante as secas, as plantas ficam estressadas e a taxa de fotossíntese diminui, absorvendo menos CO2 da atmosfera.

A pesquisa, baseada em dois anos de medições, não traz respostas conclusivas sobre o balanço de carbono na floresta. É necessário mais tempo e uma maior área de observação para traçar uma tendência do bioma.

Mas os resultados já deixaram claro que a umidade tem um papel importante na determinação do equilíbrio de carbono amazônico.

Com isso, o estudo levanta novas dúvidas importantes de serem estudadas rumo a um futuro assombrado pela altas nos termômetros.

Os cientistas temem que se a tendência recente de queda extrema na precipitação persistir,  a maior floresta tropical do mundo deixe de ser um sumidouro líquido de carbono para tornar-se uma fonte, o que poderia agravar o o efeito estufa e o aquecimento global.

› FONTE: Exame


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