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Rio é a capital mundial da harpa até junho

Publicado em 17/05/2015 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Quarenta e cinco harpistas de 25 paises incluindo os mais importantes brasileiros apresentaram-se entre maio e junho em quase 150 concertos nos pontos turísticos do Rio de Janeiro além de cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e no Nordeste. Além disto, Madrid (Espanha) e Lisboa e Porto (Portugal) ampliaram ainda mais a sua amplitude geográfica. Trata-se do maior festival de harpas do mundo.

A iniciativa é de Música no Museu que há 10 anos dedica o mês de maio a este instrumento. Um evento promovido pelo projeto Música no Museu, dirigido por Sergio Costa e Silva, e que enaltece o instrumento mais antigo da humanidade, a harpa, que especula-se a existência em mais de mil anos antes de Cristo,  e é envolto de uma vasta simbologia.Trata-se portanto de um evento temático de foco muito restrito, mas capaz de revelar imenso e rico universo.

Tem um interessante efeito de atrair um público misto, formado por aficionados e também curiosos ávidos por novas experiências. A ideia é privilegiar a música de boa qualidade colocando em evidência esse instrumento milenar, sem distinção de procedênciescola ou época; da música medieval aos clássicos europeus, dos românticos aos impressionistas, dos modernos aos contemporâneos brasileiros. As apresentações se destacam  pela diversidade de gêneros e estilos  musicais que esse instrumento possibilita: clássico, étnico, popular,  rock, latino-americana, e até o funk.

Muitos artistas têm composto novas obras, contribuindo para que o instrumento não fique parado no tempo. Alguns exemplos são o estoniano Andres Izmaylov, além do canadense Josh Layne,. Entre os 36 músicos de 25 países que participaram do festival há, como sempre, gente muito interessante: a Orquestra Brasileira de Harpas,  os harpistas roqueiros NandoAraujo e Jonathan Faganello, o italiano Vincenzo Zitello, que já acompanhou o poeta americano Allen Ginsberg numa leitura da peça "A geração beat" e compôs uma "Ave maria" que tocou para o Papa João Paulo II,  o chileno Yerko Lorca, que se especializou no corá, uma harpa-alaúde de 21 cordas popular em países africanos como Senegal, Guiné e Gâmbia, e que agora está mergulhando na lira clássica grega, um instrumento "do qual se sabe muito pouco", segundo ele mesmo afirma em seu website. Tem a primeira harpista da Orquestra do Teatro Alla Scala, de Milão, Olga Mazzia e do Oriente, vem um dos destaques: a nipônica Kaori Otake. Assim, muitas são as nacionalidades presentes no rol de atrações: alemã, italiana, portuguesa, belga, holandesa, moldávia, búlgara, colombiana e brasileira são algumas delas.

Os eventos se concentraram em espaços culturais (CCBB, Centro Cultural Justiça Federal, Museu do Exército, Centro Cultural Light) e também aportam em pontos turísticos do Rio de Janeiro, como Corcovado, Ilha Fiscal e Jockey Club. Uma estratégia adotada este ano foi a de agendar três a cinco recitais com muitos dos artistas, já que, na edição anterior, foi preciso arranjar, de última hora, apresentações extras para atender à demanda de público, que ultrapassava a lotação das salas. Cidades importantes de outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e do Nordeste  , também entraram no circuito do festival, que cresce a cada edição, confirmando a potência de um dos mais delicados instrumentos musicais. Importante ressaltar, também, a sua ampliação para o exterior com concertos na Espanha (Madrid) e Portugal (Lisboa e Porto) e, assim, dar uma grande visibilidade internacional.

MS


 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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