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Estudantes brasileiros relatam experiências de intercâmbio na África

Publicado em 05/02/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Moçambique, país localizado no leste da África, teve sua independência recentemente declarada, em 1975. Atualmente, o país africano tem atraído pesquisadores e estudantes brasileiros em busca de novas experiências.  O intercâmbio é um momento de crescimento pessoal para a supervisora da Assessoria de Relações Institucionais e Internacionais da PUC-SP, Patrícia Shiroma. “A primeira razão para isso vem da experiência de ter de cuidar de si mesmo, gerir as economias, lidar com situações novas, conviver com pessoas de diferentes origens e com hábitos diferentes dos seus”, diz.

O pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Samuel Araújo, foi para Moçambique devido a sua pesquisa de mestrado. Mas sua relação com o país começou em 2010. Ele trabalhou como assistente de pesquisa em um projeto de cooperação universitária entre Brasil e Moçambique.

“Desde então, o país me chama muito a atenção, pois é ao mesmo tempo muito parecido e muito diferente do Brasil. Embora ambos tenham sido colonizados por Portugal, lidamos de forma muito diferente com isso. Enquanto fazemos piada dos portugueses, eles ainda os veem com muito rancor, o que pode ser explicado pelo pouco tempo em que a descolonização ocorreu”, afirma.

Da sua estadia no país, Araújo destaca também a cultura moçambicana. “Vários elementos, muitas cores, crenças e uma comida maravilhosa”, comenta. Além disso, o pesquisador diz que Maputo tem uma história que está muito bem representada nos prédios e monumentos da cidade. “O país tem uma das maiores taxas de crescimento econômico da África subsaariana combinado com problemas públicos de toda ordem, o que o fez receber muitos projetos de cooperação internacional e empresas multinacionais de todas as partes do mundo”, conta.

Mesmo Moçambique tendo muitos atrativos, uma parte dos estudantes brasileiros ainda prefere ir para a Europa, mais especificamente Portugal. Entre os estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) que se candidataram aos programas ofertados pela instituição em 2012, 31% escolheu ir pra França e, logo atrás, aparece Portugal, com 17%. Os EUA aparecem na terceira colocação, com 15%.

A Universidade de Coimbra tem um programa chamado “Buddy - adote um estrangeiro”, no qual cada aluno estrangeiro que vai estudar lá tem uma espécie de tutor. “A minha, em particular, foi muito boa. Ela me levou para conhecer a estrutura da universidade e me esclareceu várias dúvidas que eu tinha”, diz. Entre essas dúvidas, algumas relacionadas ao idioma, parecidas com as que Raquel teve em Moçambique, ocorreram com Katy Marilym em Portugal. Um exemplo que ela cita é a palavra "comboio". “Todo mundo falava em comboio, mas eu não sabia o que era. Ela me ajudou e me explicou que era um trem que podia pegar”, diz. Uma simples ação do dia a dia, como pegar outro transporte público, por exemplo, em um outro país, pode ser mais complicado do que parece. O conhecido ônibus para os brasileiros em Portugal é chamado de “autocarro”. 

› FONTE: Terra


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