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Campistas desconhecem nova forma de combate ao Aedes Aegypti

Publicado em 18/03/2015 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Campistas desconhecem nova forma de combate ao Aedes Aegypti (Foto: Wikimedia Commons)

Campistas desconhecem nova forma de combate ao Aedes Aegypti (Foto: Wikimedia Commons)

Às vezes, o poder público surpreende com atitudes sócio-ambientais. No interior de São Paulo, duas prefeituras adotaram, há dois anos, uma forma nova de combate ao mosquito Aedes Aegypti: o controle biológico do inseto por meio do cultivo da crotalária juncea. Não há estudos científicos que comprovem a eficácia da planta no combate à dengue, mas neste período que vêm sendo utilizadas, as cidades registraram queda expressiva nos casos da doença. Campos ainda não dispõe desse meio de prevenção. Pelas ruas da cidade, ninguém tem conhecimento do provável efeito da planta.

A crotalária leva cerca de dois meses para crescer e pode ser plantada em qualquer quintal. As primeiras flores aparecem em até seis meses e, na fase adulta, a planta pode chegar a três metros de altura. As flores atraem libélulas e essas, por sua vez, põem seus ovos em água parada e limpa, da mesma maneira que o Aedes Aegypti. Os ovos tornam-se larvas que se alimentam de outras, inclusive as do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya.

Segundo o biólogo Ronaldo Fiumiari, além de estar contribuindo para o meio ambiente, a população estará combatendo a doença de forma natural. “Devemos nos lembrar de que não basta apenas ter a planta, a efetividade do combate à dengue é a prevenção, tendo total cuidado e não deixar acumular água em nenhum local que possa se tornar um criadouro”. O biólogo ressalta ainda que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está com estudos em andamento sobre a planta.

Mesmo sendo uma opção interessante para o combate ao mosquito, a utilização da crotalária divide opiniões. Segundo o técnico químico, Patrick Guerreiro, o uso da planta poderá causar desequilíbrio no ecossistema urbano.

“As libélulas são insetos predadores e, como são alados, elas se mudam assim que acaba o alimento. Acontece que, nesse caso, serão insetos criados em larga escala no ambiente urbano, o que pode se tornar uma preocupação futura. Além disso, o aumento de insetos já configura um desequilíbrio e, devido à mudança de habitat, pode ser que não haja predador para esses insetos”, estima.

Este ano, os casos de dengue confirmados, em Campos, excedem todo o ano de 2014. A maior parte — 90% — é do tipo 1 da doença, mas o tipo 4 (vindo da Venezuela) também foi registrado. Nos três primeiros meses de 2015, o município registrou 90 casos da doença e nenhum de chikungunya.

Jornal Terceira Via

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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