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Morte no estacionamento do HGG em Campos

Publicado em 18/03/2015 Editoria: Norte Fluminense sem comentários Comente! Imprimir


Mais uma vez a saúde pública foi motivo de queixas em Campos e até um óbito está sendo apontado por familiares como suposto descaso numa situação em que a vítima teria falecido no estacionamento do Hospital Geral de Guarus (HGG) após ir a outras duas unidades.

Por suposta falta de atendimento em três hospitais municipais, Carlos César Couto, 54 anos, morreu no estacionamento do HGG, em Campos, por volta de 1h30 da última sexta-feira (13). O fato foi filmado por um amigo da família de Carlos César e divulgado em uma rede social. A postagem tinha 232 visualizações e 500 compartilhamentos até o fechamento desta edição. A filha da vítima, a cabeleireira Carina Couto, 18 anos, contou que Carlos teria esperado atendimento em três hospitais da cidade.

— Ele reclamava de dores, então, o levamos, por volta das 23h30, para o Hospital São José (HSJ), onde ele teve paradas cardíacas. De lá, por falta de materiais, levamos ele com vida para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde esperamos aproximadamente meia hora, por falta de vaga. Depois, seguimos para o Hospital Geral de Guarus (HGG) e ficamos mais cerca de 20 minutos esperando por atendimento, sendo que também foi informado que estava sem vagas. Depois, nos informaram que meu pai havia morrido dentro da ambulância, no estacionamento do HGG — disse Carina, apontando descaso com o ocorrido.

De acordo com nota enviada pela secretaria de Comunicação de Campos, o secretário de Saúde Dr. Chicão informou que, “em princípio, apurou-se que o paciente estava sendo atendido pelo serviço de UTI Móvel, após ter sido reanimado na Unidade Pré-Hospitalar São José, que estava entubado e respirando com o auxílio dos equipamentos adequados e se encontrava acompanhado de equipe médica completa. Todavia, em virtude da gravidade do caso narrado, o secretário determinou a abertura de sindicância para apurar os fatos que envolvem o atendimento nas três unidades”.

PU de Guarus também enfrenta problemas

Já no último domingo (15) e nessa segunda-feira (16), segundo denúncias feitas por leitores, não houve atendimento médico nos Postos de Urgência (PU) de Guarus e da Saldanha Marinho. O fotógrafo Wilson Peixoto, 41 anos, contou que levou sua esposa ao PU de Guarus às 21h40 de domingo, quando teria sido informado de que não estaria tendo atendimento no local e que o motivo seria uma suposta falta de pagamento aos médicos da unidade.

— Estive no PU de Guarus e fui informado que não havia médico nenhum para consultar. De lá, segui para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Guarus, onde minha esposa foi atendida — disse Wilson.

Outro leitor, que preferiu não se identificar, também se queixou da suposta falta de médicos. Segundo ele, concursados teriam pedido demissão. No final da noite dessa segunda-feira, o leitor ligou para a redação da Folha afirmando que procurou o PU de Guarus, mas também não houve atendimento, segundo disse, por falta de médicos na unidade.

Em nota, a Superintendência de Atenção Regional da Fundação Municipal de Saúde (FMS) se pronunciou: “Em virtude do grande número de pedidos de demissão de médicos plantonistas da Unidade Pré-Hospitalar de Guarus, alguns dias estão sem clínicos e os pacientes estão sendo direcionados para outras unidades de saúde. As escalas estão sendo reorganizadas, mas ainda não há número suficiente de médicos para promover as substituições integrais. Profissionais estão sendo chamados para cobrir as lacunas deixadas pelos plantonistas de domingo, segunda-feira e terça-feira, que pediram demissão. O atendimento pediátrico de segunda-feira a sexta-feira está mantido na UPH de Guarus. A UPH da Saldanha permanece com atendimento regularizado”, finaliza a nota emitida pelo órgão.

› FONTE: Folha da Manhã


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