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Golpe milionário contra a CEF usava imóveis falsos na Região dos Lagos

Publicado em 18/03/2015 Editoria: Norte Fluminense sem comentários Comente! Imprimir


Denominada "Dolos", operação é para desarticular quadrilha que fraudava contratos com a Caixa

Policiais federais desarticularam uma quadrilha que lesou a Caixa Econômica Federal em mais de R$ 102 milhões, através de financiamento de imóveis da Região dos Lagos. Funcionários e gerentes regionais da CEF, três delas da cidade do Rio de Janeiro seriam os articuladores do golpe que sobrevalorizou em 1000% cada negociata realizada. Os principais envolvidos foram encaminhados para delegacias regionais da Federal nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. As investigações foram desenvolvidas dentro da Operação Dolos (na mitologia grega, corresponde ao espírito das ardilosidades). As ações começaram nas primeiras horas da manhã desta terça (17).

Com documentos falsos de Imposto de Renda, identidade e registro imobiliários, funcionários e gerentes regionais da CEF obtinham altas quantias em empréstimos através das agências Pio X (Caxias), Lote XV e Riachuelo (ambas no Centro do Rio). No IR havia declarante se dizendo comissário de bordo com salário de R$ 42,9 mil ou motorista com salário de R$ 37.900,00 e tecnólogo com salário de R$ 35.000,00 o que chamou a atenção por estar fora da realidade do mercado de trabalho brasileiro

A liberação do financiamento demorava apenas quatro dias, mesmo sem que houvesse as garantias devidas; enquanto nas outras, a tramitação era de um mês. Os suspeitos serão indiciados por associação criminosa, falsificação de documentos públicos, estelionato, peculato e corrupção. Segundo o superintendente regional da Caixa, José Domingos Martins, são investigados quatro funcionários demitidos por infringiram normas internas. Os demais servidores foram afastados. “Em face dessas ocorrências, ele foram administrativamente enquadrados”.

A fraude foi detectada pela própria Caixa, por meio de seus órgãos de controle interno, e comunicada imediatamente à Polícia Federal. Segundo o delegado Rafael Andreata em 2012 e 2013, mais de 100 operações desse tipo foram detectadas pela Polícia Federal, provocando um desvio de R$ 102 milhões nesse período. De acordo com o delegado federal, ainda não é possível saber se os vendedores dos imóveis e os supostos compradores participavam do esquema. Mas que os intermediários, que recebiam o financiamento, pagavam as primeiras parcelas da dívida para dar uma aparência de normalidade à operação. Apenas um dos investigados, que trabalhava com intermediação imobiliária e apontado como cabeça do esquema foi preso, em flagrante, por porte ilegal de arma. Alguns imóveis financiados não existiam. Boa parte dos imóveis estariam concentrados em Cabo Frio e Búzios, ambas cidades de veraneio, com imóveis e terrenos bem valorizados inclusive internacionalmente.

A Polícia Federal cumpriu 34 mandados de condução coercitiva (autorização judicial para que a polícia leve pessoas investigadas à delegacia) e ouça seus depoimentos, 31 de busca e apreensão de 20 veículos e bloqueio de contas correntes dos suspeitos.

Fonte: Jornal Terceira Via

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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