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Famílias que ainda estão na Margem da Linha à espera em Campos

Publicado em 25/02/2015 Editoria: Norte Fluminense sem comentários Comente! Imprimir


Dulcides Netto
Foto: Valmir Oliveira 

Moradores da comunidade da Margem da Linha, na Tapera, ainda esperam uma definição da Prefeitura de Campos sobre a mudança para o Conjunto Habitacional Morar Feliz de Ururaí. Segundo a população, o governo municipal “trabalha” com o próximo dia 2 para oferecer novas moradias a todas as famílias que ainda residem em área de risco. Porém, uma parte está cética e diz que até o meio do ano a transferência ainda não deverá ser realizada. Mais uma vez, até o final desta edição, a Prefeitura não tinha entrado em contato com a Folha para responder os questionamentos da comunidade da Margem da Linha.

A doméstica Fernanda da Silva, de 25 anos, relata que nenhum funcionário da Prefeitura visita a comunidade há quase dois meses e que os moradores estariam esquecidos no local. De acordo com ela, nem mesmo caminhão de lixo ou ambulâncias entra na área. Por isso, sensação da população é de descaso e abandono.

— Vamos continuar vivemos situações desumanas até quando? Não estou suportando ser tratada como “bicho”. Eu quero ter confiança e certeza de que terei a minha casa. Chega de promessas! Chega de política. Já passou da hora da Prefeitura nos dizer o que será feito de fato. Precisamos de ajudas emergenciais. É direito nosso — declarou a doméstica.

Já a manicure Rosane de Souza, de 23 anos, afirmou que outros moradores, que seriam oriundos de cidades como Cabo Frio e Itaperuna, estariam se “infiltrando” na comunidade para também serem beneficiados com o Morar Feliz, o que pode tirar vagas de residentes antigos do local. “Não temos como evitar isso. Não estamos vendo luz no final do túnel. Ninguém tem culpa de ter vindo morar aqui”, disse.

A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria da secretaria de Comunicação da Prefeitura, através de e-mail, questionando o que será feito com as famílias da comunidade que ainda permanecem na Margem da Linha, quantas ainda estão por lá e o que a secretaria de Família e Assistência Social e a Defesa Civil têm feito para evitar que novas famílias se aloquem para a área, entre outras questões, mas não houve retorno.

 

Folha da Manhã

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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