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Rio tem programa da prevenção de doenças respiratórias em crianças

Publicado em 30/01/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


O Estado do Rio de Janeiro é um dos pioneiros no país na distribuição do medicamento palivizumabe para bebês com infecção respiratória. O remédio diminui a incidência de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O anticorpo começou a ser distribuído na rede estadual em 2009, por meio da criação do Programa Estadual de Profilaxia contra o VSR e o investimento nesta área tem dado resultados: em 2009, 267 bebês tomaram o medicamento, já em 2013 o número de atendidos foi de 1.376, um aumento de mais de 400%, com recurso de mais de R$ 60 milhões no período. O público alvo do são crianças prematuras de até 2 anos, com doença pulmonar crônica devido a prematuridade e cardiopatas.

As infecções respiratórias causadas pelo VSR são mais frequentes e graves nos primeiros meses de vida da criança, sendo uma das causas mais importantes de mortalidade infantil em todo o mundo. No entanto, o risco de desenvolvimento de doença grave pelo vírus é mais alto em prematuros, com doença pulmonar crônica de prematuridade e cardiopatas. O VSR pode ser responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias. Cerca de 40 a 60% das crianças são infectadas pelo vírus no primeiro ano de vida, e mais de 95% já foram infectadas aos 2 anos de idade. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam o VSR como causador de 60 milhões de infecções e 160 mil óbitos anuais no mundo.

O período de circulação do VSR ocorre no inverno e no início da primavera. Assim, no Estado do Rio, o palivizumabe é aplicado em doses mensais no período de abril a agosto. A aplicação é realizada em 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo cinco distribuídas na capital e sete em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Resende, Petrópolis, Cabo Frio e Campos dos Goytacazes.

Para o superintendente de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Saúde, Anderson Lourenço, o investimento na capacitação de profissionais e a organização no gerenciamento de dispensação do anticorpo são os principais motivos para o aumento do atendimento aos pacientes.

– No que se refere ao programa de profilaxia ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), otimizamos o compartilhamento de doses do medicamento, evitando, assim, o desperdício. Em 2013, alcançamos uma economia de R$ 8 milhões. Espera-se que nos próximos anos o programa esteja ainda melhor estruturado, uma vez que com a rede cegonha as gestantes estão tendo uma assistência mais qualificada, sendo garantido o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 24 meses de idade. Com este acompanhamento é oferecida orientação sobre todos os cuidados necessários ao bebê, promoção e incentivo ao aleitamento materno, entre outros – explicou o superintendente.

Medicamento no Brasil

De acordo com o Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Sistema Unico de Saúde), além do Rio de Janeiro, o palivizumabe é aplicado em outros estados e municípios brasileiros, como São Paulo (desde 2007), Santa Catarina (2010), Minas Gerais (2010), Rio Grande do Sul (2011) e Goiânia (2010).

(Fonte: Imprensa RJ Notícias)
 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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