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Prevenção: Camisinha já não é o método contraceptivo mais procurado no Carnaval

Publicado em 13/02/2015 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


De acordo com atendente de farmácia, Roberto Ferreira, 70% das pessoas que procuram pela pílula são meninas de 13 a 17 anos

De acordo com atendente de farmácia, Roberto Ferreira, 70% das pessoas que procuram pela pílula são meninas de 13 a 17 anos

Hoje, não é novidade para ninguém que o uso do preservativo tem suma importância na vida sexual das pessoas, principalmente dos jovens. A informação está aí a todo o momento, ainda mais nesta época de Carnaval, em que os foliões precisam ter em mente os cuidados com a saúde, seja por conta do excesso de bebidas alcoólicas, alimentação e até mesmo sexualmente.

No entanto, a última Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), realizada pelo Ministério da Saúde revelou que, a maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é a melhor forma de prevenção às DST’s e Aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país, na faixa etária de 15 a 64 anos, não usaram preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses anteriores.

Neste período de Carnaval, as vendas de camisinhas costumam aumentar. Mas, em Rio das Ostras, por exemplo, segundo o enfermeiro e atendente de uma farmácia do centro da cidade, Roberto Ferreira, a procura maior é pela pílula do dia seguinte. Ele diz que 70% das pessoas que procuRJNEWSram pelo contraceptivo são meninas de 13 a 17 anos e pessoas acima dos 40 anos.

“As vendas de pílulas do dia seguinte aumentam de 10% a 20% nesta época. Quem compra mais preservativo, geralmente, são casais. Hoje, a maioria das jovens não pensa nas doenças sexualmente transmissíveis e sim em não engravidar. A conscientização ainda tem que mudar e muito. Estamos numa região que abriga muita gente de fora e as meninas acabam se iludindo. Além do diálogo com os pais, é preciso campanhas mais reforçadas sobre a questão das doenças, uso do preservativo e alcoolismo também, que pode levar ao sexo casual, sem prevenção”, ressalta Roberto.

O morador de Rio das Ostras, Disley Costa, de 19 anos, afirma que sempre costuma carregar pelo menos duas camisinhas na carteira e que se preocupa muito com a questão da prevenção. O jovem conta que sua mãe sempre conversou com ele sobre o assunto e que acha essencial ter esse períodotipo de diálogo em casa. “60% dos meus amigos que conheço desde os 14 anos já tem filho. Além da conversa com os pais, a informação na escola também é importante. Sempre assistia palestras no colégio e através de fotos de doenças, de ver como é a realidade, passei a me prevenir mais. Mas tem gente que não está nem aí para o problema”, declara Disley.

O preservativo, além de evitar uma gravidez não planejada, combate as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids, por isso, para se ter um Carnaval seguro, tem que lembrar da camisinha. De acordo com a psicóloga Luciana Tartuce, que atua no município, falar sobre sexo e conversar com os filhos deve ser algo natural e espontâneo de ambos os lados e, este tema não deve ser abordado somente uma vez, mas sempre que surgir questões e assuntos relacionados à sexualidade. Ela explica que, na adolescência, os jovens necessitam sentir-se à vontade para buscar em seus pais as respostas para suas perguntas sobre sexo e que o importante é não ouvi-los com constrangimento ou censuras.

“Dividir com os filhos as dúvidas que tinham na idade deles, auxilia na interação e segurança entre as partes. Falar dos possíveis prejuízos e transtornos causados pelo ato sexual desprotegido é de suma importância aos jovens. É preciso se conscientizar de que o uso de preservativo, seja masculino ou feminino, para se proteger das DST’s, o uso correto de métodos contraceptivos, a influência dos amigos e demais questões relacionadas ao tema, podem e devem ser discutidas dentro de casa entre pais conscientes e filhos em fases de descobertas”, destaca a psicóloga.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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