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São Fidélis passa pela pior seca em 30 anos

Publicado em 06/02/2015 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Já são aproximadamente três milhões de reais em prejuízos apenas no campo

Há aproximadamente 30 anos que o município de São Fidélis não passa por uma seca tão severa. Não chove significativamente desde julho de 2014. Já são aproximadamente três milhões de reais em prejuízos apenas no campo.

Por meio do decreto nº 3.181. de 30 de setembro de 2014, a Prefeitura Municipal de São Fidélis declarou situação de emergência considerando que a forte estiagem no município afetou cerca de 80% da extensão rural.

Mortandade de animais, falta de pasto, lavouras inteiras perdidas, açudes e poços secos são os principais problemas enfrentados pelo homem do campo. Em apenas uma propriedade rural na localidade de Penedo no 2º distrito de São Fidélis, entres os meses de julho e novembro, foi contabilizada uma perda de aproximadamente 60 cabeças de gado. A produção de leite da região teve uma queda de mais de 50%.

Na localidade de Boa Hora, também no segundo distrito, pequenos produtores têm esperança de que a leve chuva dos últimos dias possa dar resultados. Em uma das propriedades o pasto já quase não se vê.

“Por conta da seca perdi seis cabeças de gado, e como não tem pasto, os animais têm que ser alimentados com ração, que é uma desvantagem, pois tem um custo muito elevado. Meu vizinho perdeu parte da plantação de milho e mandioca, sem contar um investimento de mais de mil e duzentos reais em semente de capim.” Disse Aurênio Cezar, conhecido como “Cezar Moraes do Caminhão”.

Outra classe prejudicada com a seca é a dos pescadores que estão muito preocupados com o nível do rio.

“A sobrevivência do pescador fidelense está comprometida. Para termos ideia, no mês de outubro costuma subir cerca de trezentos a quatrocentos quilos de Piau Sul para desova, com o rio baixo desse jeito vai ser difícil a sobrevivência  dos alevinos”. Disse “Seu Zé”, uns dos pescadores mais experientes da cidade.

Nesta época do ano, acontece a Piracema – fenômeno onde os peixes aproveitam as cheias e sobem o rio para a desova – mas com o baixo nível das águas, eles não conseguem fazer o processo.

O nível do rio Paraíba do Sul chegou a apenas 43 centímetros, o que leva a mais uma preocupação, a captação de água para abastecer o centro urbano do município.  Segundo a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), o nível do rio subiu um pouco com as últimas chuvas, mas ainda não é suficiente para trabalhar com tranquilidade, e acrescenta que se o rio abaixar mais de 10 centímetros haverá problemas no abastecimento. Obras que poderiam mudar esse quadro são apenas projetos até agora.

Mesmo diante desta crise não é difícil encontrar moradores da cidade lavando rua, calçadas e carros. Segundo a Cedae, ainda não houve corte ou falta de abastecimento, mas a hora é de economizar.

Para o fim da seca, seria preciso aproximadamente 180 milímetros de chuva. Foram alcançados 10,1 milímetros nas últimas chuvas que caíram esta semana. É uma situação muito delicada, e dependemos somente de fatores climáticos, e para elevar o nível do rio a chuva tem que se estender por toda a região.

Fonte: Jornal Terceira Via

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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