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Pezão e secretário do Ambiente divergem sobre o racionamento de água no Rio de Janeiro

Publicado em 23/01/2015 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


O governador do Estado do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, e o secretário estadual do Ambiente divergiram nesta sexta-feira (23) em torno do problema da possivel falta de água no estado. Pezão disse na manha desta sexta-feira (23) que a população não vai sofrer racionamento de água, embora tenha alertado que vai precisar da contribuição de todos para evitar problemas.

Mais cedo, entretanto, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, pediu que a população economize água e não descartou a possibilidade de o abastecimento às empresas na região da foz do Rio Guandu ser interrompido para priorizar o uso humano diante da crise hídrica do estado.

— Nunca o estado viveu um momento como este. A população precisa ajudar. Já começamos uma campanha de orientação para que as pessoas economizem água — alertou Pezão.

De acordo com o secretário, o abastecimento de água para 75% da população no estado será garantido pelo volume morto do reservatório de Paraibuna nos próximos seis meses mas, depois desse período, não está descartada a possibilidade de um racionamento no Rio de Janeiro.

Em 84 anos de medição do nível de reserva de água, André Corrêa ressaltou que o Rio de Janeiro convive com "a pior crise hídrica da história do Sudeste”. Ele destacou que o momento é crítico, mas não há motivo para desespero a ponto de a população adotar medidas como, por exemplo, reservar de água desnecessariamente.

O secretário defendeu que a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) inicie uma cobrança tarifária diferenciada que beneficie quem gasta menos e onere quem consome mais. Ele afirmou que a viabilidade do projeto está em estudo no governo do estado, que analisa formas de reuso de água por meio de tratamento. Ele explicou que o tratamento de água já utilizada não estará disponível a curto prazo.

YR

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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