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Café Noturno - Por Marianna Mariano

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Através das lentes

Publicado em 19/05/2016 sem comentários Comente!

Vivemos sobre planos, terrenos, chãos.
Vivemos sob planos, pensamentos, ideias.
Sentidos diferentes para uma mesma palavra. 

Palavras dão formas às experiências de cada um, sejam elas sensoriais ou corporais. É o caso dos verbos, os quais caracterizam as ações pessoais e coletivas. Esse é o propósito da vida: explorar, vivenciar, FAZER!

Fazer é colocar o nosso interior na ação, transferir sentimentos para determinada tarefa, colocar o eu espiritual nas coisas materiais; esculpir, construir. Logo, um corpo é moldado e incorporado pela interior do próprio corpo carnal. Frase complicada, mas o que nesta vida não é?

Tudo tem um sentido. Tudo tem um conceito. Mesmo que não o saibamos, pela dificuldade de defini-lo ou notar sua existência, ele está lá para dar um rumo, delinear um objetivo, exposto ou implícito, mas, com certeza, vivo.

Pelos caminhos diários lidamos com diversas lentes para percebermos os ângulos, as imagens, a vida. O olho é a lente que tudo vê. O coração é a lente que tudo sente. Ambos captam sensações, emoções e, por que não, luz? Essa não é somente a visível, mas energia, fluxo de boas vibrações. Luz que acende e apaga, que ilumina e escurece, que preenche e esvazia, que concentra e dilui. Luz antagônica, luz paradoxal. Vários sentidos formando unicidade. 

Eu, você, a sociedade, o universo. Vivenciamos a composição de formas, curvas, ângulos, planos, movimentos. Somos o conjunto de multiplicidades variadas que, mesmo com todas as particularidades, formam um sistema pelo qual tudo se interliga, funciona. Pode não ser da maneira que esperávamos, mas acontece, concretiza-se, está vivo! 

Internalizamos o exterior. Externalizamos o interior. Vai e vem de emoções, de opiniões, de imagens, as quais não são somente aquilo que vemos, mas as visualizações através de sonhos, recordações, premonições e até mesmo regressões. São os planos novamente atuando direta e indiretamente, que podem ser abertos, fechados, médios, de detalhe... Virou assunto de cinema. E não é assim que podemos caracterizar nossa existência?

Às vezes somos espectadores, em outras coadjuvantes, mas sempre protagonistas da própria vida. Exercemos diversos personagens e papéis, mas a essência é o que define, o que nos conceitua. Olha o conceito por aqui novamente!

E ainda tem gente que não vê a fotografia na vida. E está coberto de razão.

Fotografia não é para ver, mas para sentir.
Tal como a vida.

 

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