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Panorama - Por Regina Oliveira

Panorama Por Regina Oliveira

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Um novo Holocausto

Publicado em 03/02/2014 sem comentários Comente!

A capacidade de indignar-se ante as injustiças sociais, a consciência política que uma geração perdeu- uma geração castrada pelo silêncio. Mutilada, transformou-se em um bando de carneiros seguindo para a morte, em filas, filas nos bancos, no INSS, nos hospitais públicos, nos pontos de ônibus, nas estações das ferrovias...
Minhas pernas já não podem correr o bastante, e minhas costas agora são mais susceptíveis à dor.
Para quê a mocidade de meu tempo apanhou nas ruas, fugiu da polícia, enfrentou soldados e bombas de gás? Para quê? A grande maioria dos jovens de hoje está mergulhada no pragmatismo, só pensa em ganhar dinheiro, comprar “bens” que lhe são impingidos pelos meios de comunicação. E esses parias, dormindo sob viadutos e marquises? “A culpa não é minha, nem sua”, dizem eles. È, sim! É de vocês! É de todos! Que me desculpe esta minoria de moços, combatentes solitários, mas a tarefa de humanizar a existência dos desvalidos pertence a nós.
Para isso elegemos uma infinidade de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidentes. Todos se referem a recursos e verbas como se estes lhe pertencessem, como se fossem frutos de seu trabalho.
Mas não! Eles são meros atravessadores do dinheiro do povo. E o que é pior; atravessadores gananciosos! O dinheiro dos impostos que pagamos é para ser aplicado em benefício da população.
Antigamente, nos Anos Cruéis do Silêncio, não se podia opinar. Hoje,fala-se de tudo, denuncia-se tudo... e nada é feito. Cinismo total. Viajam e empanturram-se de riquezas às nossas custas. Você, desesperado sem poder alimentar seus filhos, roube R$ 100,00 reais, que vai para a cadeia. Mas quem rouba milhões de reais não precisa devolver, e nada lhe acontece,mesmo se for descoberto.O poder vai em socorro de Bancos e empresas falidas.
É o nosso suado dinheiro que os reergueu. A maioria faliu devido à ganância e a corrupção dos dirigentes.
Uma simples doméstica sabe que tem limite para gastos, que não pode pisar além de um ponto que seus pés alcancem. Caso contrário, arrisca-se a descer ao abismo de dívidas impraticáveis. Se tal acontecer, não há mãos que a amparem na queda. As grandes instituições financeiras, não. O poder estende uma rede elástica para que elas retornem às posições primitivas e reiniciem os mesmos processos excusos que as tornaram falidas. Esta rede é tecida com a pele do trabalhador humilde.
Vai um lembrete, um Poder absoluto, acima desta esplanada, que vê o que fazem com seus amados. É misericordioso, mas é justo. Sabe que, nos últimos anos, os “economistas” e “políticos” já mataram mais gente de fome e falta de assistência médica, do que o homem do bigodinho mandou para campos de concentração e câmaras de gás. (NC)

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