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Movimento Ferrovia Viva - Por Alex Medeiros

Movimento Ferrovia Viva Por Alex Medeiros

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Perdendo a “LINHA” literalmente e, vez em quando, a paciência

Publicado em 16/04/2015 sem comentários Comente!

Antigo Auto de Linha que serviu à Estrada de Ferro Leopoldina, abandonado em Macaé.

Antigo Auto de Linha que serviu à Estrada de Ferro Leopoldina, abandonado em Macaé.

Falamos e escrevemos de perdas, citando ações e omissões de “lá”......
É muito comum recomendarmos ações e/ou criticarmos omissões, “de longe”. No universo ferroviário, não fugindo à regra, também. Falamos, por exemplo, no abandono ao modal ferroviário promovido pelo governo federal desde Juscelino Kubistchek, bastante ampliado no período dos governos militares e, no momento, mais “papel” do que linha férrea. E as linhas existentes, várias sem operações, muitas com manutenção inadequada e outras no sazonal processo de erradicação.


...... omitindo-nos nas perdas “daqui”
Perda 1 - Foi-se a linha férrea de Macaé para Glicério, inaugurada, provisoriamente, em 06/04/1891, com a circulação do primeiro trem da Estrada de Ferro Central de Macahé, de propriedade da Companhia Indústria, Lavoura e Viação de Macahé. Em 02/11/1961, por decisão superior, o “trem de Glicério” teve sua viagem suspensa, deixando órfãos do direito de ir e vir, os usuários da região serrana. Na época houve belas mobilizações contra a paralização das atividades. Escreveremos sobre isso em breve.
Perda II – Macaé perdeu inúmeros itens ferroviários, retirados, irregularmente, de instalações ferroviárias, que poderiam compor acervos históricos.
Perda III – Estamos perdendo os quilômetros iniciais da linha férrea macaense, hoje, “Ramal da Imbetiba”, inaugurada em 10 de agosto de 1874. Perda provocada pela Petrobras, erradicando, sem autorização superior, cerca de 200 metros do leito ferroviário; pelo abandono por parte da ferrovia concessionária; e pelas obras que estão sendo feitas pela Prefeitura de Macaé, visando melhorias no local, em face ao abandono, descaracterizando um espaço ferroviário histórico.
Perda IV – Iminência de perdermos a malha ferroviária da região, em face ao processo de devolução da concessão pela Ferrovia Centro-Atlântica a Agência Nacional de Transportes Terrestres, por conta da Resolução ANTT 4.131/2013. Apenas o município de Macaé manifestou-se com interesse pela malha que corta seu território.


“Trens burocráticos” de esperanças (Alguns)
Trem I - Manifestação junto ao Ministério Público Federal: sobre as obras da Petrobras no “Ramal da Imbetiba”, propondo um TAC, com posterior aplicação dos recursos oriundos da possível responsabilização, como investimentos no mesmo, visando utilização para mobilidade urbana, preservação da memória, turismo e cultura.
Trem II - Outra manifestação junto ao MPF, sobre a Resolução 4.131/2013 da ANTT que trata da devolução da concessão ferroviária, trazendo prejuízos econômicos e financeiros ao Estado do Rio e aos municípios do “ao longo da linha”, inclusive Macaé.
Trem III - Ações da Associação Ferroviária Trilhos do Rio, em conjunto com o Movimento Ferrovia Viva, no resgate do percurso, de imagens, de objetos, de fatos, de pessoas, etc, para futuro aproveitamento histórico e cultural, no contexto do “Ramal de Glicério”.
Trem IV – Recuperação de “Auto de Linha”(Ver foto), abandonado em Macaé, com ações do Movimento Ferrovia Viva. A partir da vontade, gestões junto às entidades ferroviárias de preservação do patrimônio, ao DNIT, aos empresários especializados em reformas de veículos ferroviários, aos possíveis parceiros empresariais, à cata dos investimentos financeiros necessários, e a um Programa de TV que promove recuperação de veículos deteriorados.
Trem V – Centro de Memória Ferroviária/Museu Ferroviário em Macaé, em imóvel não operacional, sob a responsabilidade da Secretaria de Patrimônio da União, a partir de manifestação de interesse pelo Poder Público Municipal, já solicitada pelos ferroviários, várias vezes.
 

Poucos(as) são os(as) costureiros(as) na causa. Poucos(as) candidatos(as) que queiram aprender para “costurar”. Junte-se a nós. E-mail: movimentoferroviaviva@gmail.com
Ineresse-se. Os seguimentos ferroviários e “ferroviaristas” carecem de pessoas que peguem seus dedais, agulhas e linhas para costurarem as ações pela revitalização dos transportes ferroviários e valorização, recuperação e manutenção da memória do modal e de seus trabalhadores.

Muito obrigado. Até quinta feira(23/04).

Movimento Ferrovia Viva

Por Alex Medeiros

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