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Acosta - Por Lourdes Acosta

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Falta de CEP prejudica milhares de moradores de Macaé neste final de ano

Publicado em 27/12/2013 sem comentários Comente!

A AR retornou ao local de origem por falta de carteiro

A AR retornou ao local de origem por falta de carteiro

Mais de cinco mil moradores dos condomínios Villages do Horto e da Serra estão insatisfeitos por não receberem suas correspondências em casa neste final de ano, considerado a época mais comercial do ano, quando a maioria das pessoas aproveita para fazer compras à distância ou mesmo enviar correspondências. Esse tipo de serviço, essencial à população e oferecido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT também não está chegando a milhares de domicílios de Macaé.

A ECT alega que para cumprir o seu papel o município deve possuir logradouros públicos identificados, nomenclatura de ruas e códigos de endereçamento postal (CEP). Por outro lado, a Prefeitura não conseguiu acompanhar a evolução da cidade, que cresceu desordenadamente nos últimos anos e multiplicou o número de logradouros públicos e de loteamentos. Para culminar, a empresa estatal possui apenas uma agencia central (Teixeira de Gouveia), duas franqueadas - Líder (Télio Barreto) e Mundial (Avenida Rui Barbosa) e apenas 70 carteiros para entregar correspondência aos mais de 200 mil habitantes do município.

A Prefeitura, para tentar suprir a ineficiência implantou e formalizou há alguns anos, um convênio com a ECT que vai até 2016, para o funcionamento de12 agencias comunitárias dos correios (ACC) em localidades que ainda não possuíam o código de endereçamento postal (CEP). Pelo acordo, as ACCs que devem garantir a entrega de carnês, boletos bancários, mensagens e outras encomendas aos seus destinatários, foram instaladas nas localidades de Areia Branca, Barra de Macaé, Complexo da Ajuda, Córrego do Ouro, Frade, Glicério, Lagomar, Parque Aeroporto, Sana, São José do Barreto, Trapiche e Virgem Santa.

Indignação - Na última semana, a moradora do Village do Horto, Maria Coêlho ficou indignada por causa de sua correspondência ter sido devolvida. Ela conta que sua irmã, que reside noutro estado enviou-lhe um documento com AR e que após quase 15 dias de espera fora informada pela irmã de que a correspondência tinha retornado ao local de origem.

- Minha irmã que reside numa capital tentou fazer chegar as minhas mãos a certidão de nascimento do meu neto. Como se tratava de um documento ela quis enviar via Sedex 10, mas não conseguiu porque Macaé não dispõe desse tipo de serviço. Somado a isso, quase duas semanas após ela recebeu de volta a correspondência e no carimbo a agencia da Virgem Santa de Macaé registra que o interessado não compareceu para receber – “não procurado”.  Ora, como eu haveria de adivinhar que naquela agencia já teria chegado uma encomenda para mim? Isso é um absurdo o Correio não possuir um carteiro para entregar nossas correspondências em casa – disse indignada com o serviço não oferecido.

Segundo portaria do Ministério das Comunicações que cataloga os serviços prestados pela ECT como essenciais e indispensáveis ao atendimento da população e disciplina a distribuição postal, os objetos, serviços de cartas, telegrama, impressos e de encomendas não urgentes devem ser entregues em domicílio com frequência mínima de cinco vezes por semana nos municípios cuja população seja acima de 50 mil habitantes. Ocorre que a demanda de Macaé é de 200 mil habitantes e a ECT também não acompanhou o crescimento populacional da cidade, não convocando carteiros concursados para aumentar o contingente, por isso, muitos logradouros públicos macaenses ficam descobertos pelo serviço, fazendo com que grande parte da população tenha que ir buscar sua própria correspondência na Agencia Central dos Correios.

Estrada com CEP - Os condomínios Village da Serra e Village do Horto somados possuem mais de 800 famílias e estão situados na Estrada Aderson Ferreira Filho, antiga Macaé-Glicério que já possui CEP sob o número 27.949-100.

Insatisfeito, Ricardo Gonçalves da Silva, que reside no Village da Serra, disse que todos os moradores daquele condomínio estão sendo prejudicados por não receberem suas correspondências em suas residências. Ele questionou que se a localidade já possui CEP por que então os Correios não fazem entrega das cartas.

- Esse convênio entre a Prefeitura e os Correios é a maior furada porque nos mantém dependentes de uma agencia que sequer tem carteiro para entregar nossos boletos bancários e outras cartas. E por que será que a Câmara de Vereadores que modificou a Lei de Reordenamento Territorial do Município de Macaé (Lei 045/2004), não incluiu todas as ruas da cidade para receberem CEP? Será que o prefeito Dr. Aluízio vai manter esse convênio até o fim ou irá romper para forçar os Correios a colocar mais carteiros? Quando será que a Prefeitura e a Câmara de Vereadores irão concluir esse trabalho de identificação das ruas de Macaé? Quando é que teremos a comodidade de receber nossas correspondências em casa, principalmente, neste Natal? - perguntou Da Silva.

Nos últimos anos, das 2.879 ruas de Macaé, apenas 1925 já ganharam nomes. Ao nominar os logradouros públicos a comissão da Prefeitura encarregada de fazer o levantamento os envia para o Poder Legislativo criar a lei e, após sua publicação são encaminhados para a superintendência dos Correios afim de que recebam o CEP. “O que a população tem que fazer é pressionar os poderes legislativo e executivo para dar fim a essa novela dos CEPs em Macaé, que nunca termina e que prejudica a população macaense. Vem aí mais um ano eleitoral e a população precisa dar o troco” disse Ricardo, aborrecido com o serviço prestado.

Por Lourdes Acosta // jornalista profissional.

Macaé, 27/12/2013.

Acosta

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