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Rio lidera denúncias de violência contra idosos

Publicado em 22/07/2020 sem comentários Comente!


Neste período de isolamento e distanciamento por causa da pandemia de coronavírus, o Estado do Rio de Janeiro ainda lidera denúncias de violações cometidas contra idosos em número de casos por habitantes na região Sudeste. É o que revela o levantamento mais recente do Disque 100, divulgado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e os dados do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que recebe mais de mil denúncias de violência contra idosos semestralmente.

Os tipos de violência contra a pessoa idosa ocorrem de diversas formas: beliscões, apropriação de aposentadoria, uso indevido de cartões e agressões físicas ou verbais, entre outras. Os números do MP fluminense mostram ainda o perfil dessas agressões. Segundo os indicadores, a maior parte das vítimas é do sexo feminino, a maioria dos autores é da própria família e os tipos de violência mais recorrentes são abandono familiar, abuso financeiro, negligência, violência física e psicológica.
O relatório do Disque 100 aponta que somente no ano passado, o Rio de Janeiro teve índice de 35 denúncias por 100 mil habitantes. No total, foram mais de 6 mil casos registrados em todo o estado, que tem a população estimada em 17,2 milhões de habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Sudeste, atrás do Rio de Janeiro vem Minas Gerais, que teve o equivalente a 34,8 denúncias a cada 100 mil habitantes, com o total de mais de 7 mil casos.

De acordo com o MP neste período de recolhimento por causa da Covid 19, torna-se mais difícil o combate à violência pela falta de acesso que idosos, familiares ou vizinhos possam estar encontrando para fazer a denúncia, porque tudo está funcionando de forma remota, além disso os idosos sendo grupo mais vulnerável à Covid-19, ficam mais em casa. “As pessoas não estão saindo de casa, principalmente os idosos, que estão mais receosos, bem como as pessoas que poderiam sair para denunciar. Eles estão mais comedidos, com medo de sair às ruas, talvez por isso reduziu o número de registro ocorrência, mas com a volta gradual dos serviços, as denúncias já voltaram a ocorrer”, disse um agente público.

Saiba quais são os tipos de violência contra idosos:
Violência Física - É o uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar dor, incapacidade ou morte;
Violência Psicológica - Corresponde a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar do convívio social;
Violência Sexual - Refere-se ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças;
Abandono - É uma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção e assistência;
Negligência - Refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. É uma das formas de violência mais presente no país, pois se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade;
Violência Financeira ou econômica - Consiste na exploração imprópria ou ilegal ou ao uso não consentido pela pessoa idosa de seus recursos financeiros e patrimoniais;
Autonegligência - Diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça a sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma;
Violência medicamentosa - É administração por familiares, cuidadores e profissionais dos medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos.

Ao menor sinal de violência ao idoso, denuncie no Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil, ou ainda, pelo site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Os canais são gratuitos e funcionam 24 horas por dia, inclusive em feriados e fins de semana.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911/MA.

Macaé, 22/07/2020.

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