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Direito, Politica e Cidadania - Por Helio

Direito, Politica e Cidadania Por Helio

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“ERRAR É HUMANO. CULPAR OUTRA PESSOA É POLÍTICA.”

Publicado em 09/03/2014 sem comentários Comente!


No Brasil pontuamos duas frustrações: a dos que tem poder, mas não tem competência para exercer e as do que têm competência, mas não têm poder.

A maneira como a coisa pública vem sendo tratada tem causado espanto e frustação na população, que embora tenha memória curta ainda se lembrará dos últimos episódios nas próximas eleições de outubro.

Não falo apenas do clima de guerra instaurado entre PT e PV, que racharam politicamente esse mês. Mas sim da falta de competência técnica e política de alguns atores.

O logotipo criado pela Prefeitura de Macaé para o Dia Internacional da Mulher é apenas um simplório exemplo. Causando polêmica na Internet, com um desenho que faz referência à data de 8 de março no formato de um pênis com o texto “os direitos das mulheres não são uma fantasia”, tem um gosto duvidoso e até mesmo ofensivo.

Embora simplório, por se tratar de uma campanha social oficial da prefeitura a irresponsabilidade dessa imagem salta aos olhos.

Certamente algum ilustrador ou designer será jogado ao leão para saciar o clamor da sociedade, mas o fato é que o governo mais uma vez ficou mal na foto.

A irresponsabilidade e o mau gosto é apenas a ponta do iceberg, que evidencia uma dificuldade no Gerenciamento Político Administrativo e na implementação de Políticas Públicas.

Promoção Social, Educação, Saúde e etc não funcionam, aliás terminaremos os quatros anos sem saber qual foi o legado deixado.

Outro ponto que salta aos olhos é a diferença no grau de desempenho e competência de alguns secretários, que vem gerando insatisfação da população. O problema é que a competência de uns não tem sido suficiente para compensar a incompetência de muitos, ainda mais quando passados dois anos de governo, a difusa (e confusa) ideologia cognominada “mudança” não é mais referência suficiente. Até porque a mudança requer a substituição de velhos hábitos por novos.

Para todos, a distinção entre “mudança” e o “pragmatismo” era clara e insofismável. As dúvidas levantadas por alguns cientistas políticos pareciam-nos impertinentes. Mas, de repente, assim como aconteceu quando os reis magos chegaram a Belém, a estrela, referência e guia – “Mudança”, desapareceu no breu da política atual.

Por isso, hoje, torna-se urgente formular algumas perguntas: Por onde continuar o caminho? De qual compromisso político se trata?

Ora, se alguém for construir um edifício de R$ 2,5 bilhões, sem dúvida nenhuma contrataria uma equipe de construtores no mínimo dirigentes e experientes. Se vai comandar 20 mil funcionários, igualmente, contrataria uma equipe de gestores dirigentes.

Se você vai a um hospital, para uma simples cirurgia de apêndice, você procura um médico, não um companheiro de futebol, e nem mesmo um médico qualquer, mas sim um cirurgião, alguém especializado ou no mínimo que tenha alguma experiência. E se for uma operação complicada no cérebro, para seu filho, você buscaria o melhor especialista.

Não é estranho então que os governantes entreguem milhões de reais dos orçamentos públicos nas mãos de amadores, enquanto tem nos quadros públicos os melhores especialistas, igualmente estranho é não investir na qualificação dos servidores.  

Se alguém acha que competência custa caro, experimente a incompetência!

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