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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Dimensão Arquitetura Por Luis Paulo Guimarães

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A tragédia anunciada de cada verão

Publicado em 28/01/2020 sem comentários Comente!


 

Olá meus leitores e leitoras, como vão? Parece que não nos encontramos desde o ano passado (piadinha clichê – já podem rir). Espero que tenham tido um final de ano proveitoso. Eu posso dizer que o meu foi maravilhoso, agradeço a Deus por isso – e agora, com as pilhas recarregadas estou cheio de disposição para colocar os planos em prática.

Hoje vamos falar um pouco sobre água. A água é vida, mas também pode significar morte. Todos os anos enfrentamos as nossas tragédias anunciadas, e 2020 não começou diferente para diversos moradores do Sudeste do país, chuvas torrenciais caem em uma determinada região e geralmente em curto espaço de tempo trazendo transtornos, desde alagamentos que geram prejuízos financeiros, perdas materiais a perda de vidas.

A cada ano o tempo parecer mais instável, o volume de chuvas aumenta e por incrível de pareça as autoridades põem a culpa nas chuvas; enquanto várias pessoas também teimam em jogar lixo na rua.

Embora vários governantes teimem em “tapar o sol com a peneira”, tentando esconder aquilo que não é possível esconder os desafios são nossos, são de todos. Quem se ilude achando que os eventos são esporádicos desafia a lógica.

Essa semana estava voltando do trabalho, um dia chuvoso aqui em Macaé e estava notando quantos os lugares com bolsões d’água. A chuva nem era tão intensa, porém a água empoçava entre o meio fio e não infiltrava no solo por causa do asfalto; se simplesmente alguns dos meios fios fossem vazados seria o suficiente para fazer escoar a água para canteiros, criando assim jardins de chuva.

Aqui em Macaé e em tantos outros lugares – cidades cresceram sem planejamento, ocupações de áreas de preservação, rios assoreados, rios canalizados, ocupações de encostas – fora as condições geográficas de cada cidade e daquilo que cada cidade deveria pensar para evitar tragédias.

Há algum tempo em um “rolê aleatório” pelo Google Earth fiquei admirado de ver que simplesmente Tóquio, que tem uma região metropolitana de mais de 35 milhões de habitantes e é incrível ver que essa grande mancha urbana conserva as margens dos seus rios preservadas – áreas verdes, permeáveis, áreas que permitem o escoamento d’água e claro, não invadir áreas marginais por que essas não estão ocupadas por casas. Vi também esse feito olhando alguns outros mapas – Wellington na Nova Zelândia, Boca Raton na Flórida, Estados Unidos e, infelizmente ao voltar os olhos para as nossas cidades no Brasil, vimos uma série de inconsequências com a natureza.

Vidas acabam sendo contabilizadas como números, porém, são pessoas que tinham nomes, familiares, histórias e que não voltam mais – é tudo mais do que a perda material.

Falar não adianta, é preciso agir. Se os governantes e empresários resolvessem olhar com outros olhos, além de gerar riqueza (que muitas vezes os move), estariam também evitando que episódios como esses se repitam a cada ano.

Por que não pensar em devolver as margens de rios e córregos para que eles possam se espraiar em épocas de enchentes? E se também fossem implantados a água de reuso e telhados verdes?

São tantos os recursos e possibilidades, muito discurso e pouca vontade. Gostaria de alguma forma de levar uma palavra de alento para cada pessoa, em Minas, no Espírito Santo e no Noroeste do Rio, mas qualquer palavra é pouco – forças!

Quem puder contribuir, diversas igrejas estão recebendo água, alimentos não perecíveis, materiais de higiene, roupas.

Saiba como doar:

O governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou uma lista de lugares onde podem ser feitas doações, entre estes pontos estão – Todos os quarteis do Corpo de Bombeiros e todos os batalhões da Polícia Militar. Em Macaé, dentre alguns lugares, estão sendo arrecadados donativos na Paróquia Santo Antônio.

Até breve!

 

 

 

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