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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Dia Mundial do Urbanismo - os desafios da nossa cidade e Nós da Cidade!

Publicado em 10/11/2019 sem comentários Comente!

O coordenador do curso Thiago Jassus abriu espaço para realização de palestra e lançar o convite a participação do projeto Nós da Cidade.

O coordenador do curso Thiago Jassus abriu espaço para realização de palestra e lançar o convite a participação do projeto Nós da Cidade.

 

Olá meus queridos leitores! Essa matéria irá abordar algo sobre a nossa casa, ou seja, o Lagomar, a Praia Campista, os Cavaleiros, o Parque Aeroporto e Nova Holanda e cada bairro que compõem a nossa casa maior que é a cidade. Esse é um assunto, evocado por muitos profissionais do ramo e alheio a diversas pessoas fora a esfera; entretanto o Estatuto das Cidades (Lei 10.257) no art. 2º, inciso II que remete aos artigos 182 e 183 da constituição federal diz: “gestão democrática por meio da participação da população e associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano.” Ou seja, somos todos convidados/intimados a participar do desenvolvimento das nossas cidades.

No dia 08 passado, foi celebrado o dia mundial do urbanismo – data oficial reconhecida pela ONU para que se promova a consciência, a sustentação e a promoção e integração entre a comunidade e o urbanismo.

Na véspera eu tive a grata satisfação de apresentar aos estudantes do curso de arquitetura e urbanismo da faculdade Estácio de Sá em Macaé, através do convite do coordenador do curso – Thiago Jassus a palestra sobre inovação e urbanismo. Fiquei feliz e honrado pelo convite e grato também peça recepção. Sobretudo, estou entusiasmado pelo que segue agora e pelo que estava aguardando o momento certo para acontecer.

NÓS DA CIDADE, é um projeto pessoal que nasce da minha paixão e vocação pelo urbanismo – certamente eu preciso aproveitar isso para poder contribuir para espaços melhores, e claro, formar aquilo que almejo como ganha pão e continuidade dos estudos. Mas falando propriamente do lado de transformações voluntárias do urbanismo dentro das nossas cidades, e, mais pontualmente em Macaé, na Fronteira, volto no tempo pra falar um pouco de como nasceu meu TCC (trabalho de conclusão de curso) – Revitalização Urbana da Fronteira com ênfase no Calçadão.

Não vou voltar tanto no tempo, mas falando da época em que estava por concluir o curso técnico de edificações, o trabalho que gostaria de propor também propunha revitalizar a região do entorno da ponte antiga da Barra com equipamentos de lazer como Decks, restaurantes panorâmicos, mirantes e claro, o terminal náutico, proposto para ser um novo modal de transportes para navegar pelo mar e pelo rio Macaé. Dessa proposta até a proposta para o trabalho final do curso de arquitetura urbanismo, alguns outros projetos pipocavam na minha cabeça. Um conceito inicial para o meu projeto final previa um trecho de intervenção muito maior do que o proposto – inicialmente eu queria rever as condições de circulação entre a ponte da Barra e o bar do coco. Também fiquei na dúvida se deveria realmente fazer um projeto de urbanismo ou propriamente de uma construção em si – optei mesmo pelo projeto de intervenção urbana justamente para ter um terreno para fazer algo na prática posteriormente em vários sentidos.

O Nós da Cidade é algo que surge na Fronteira, mas que pode ser replicado em diversos outros lugares em Macaé. Ele trás a participação de estudantes de arquitetura e urbanismo, de engenharia civil e outros cursos, bem como os moradores da comunidade para fazer intervenções pontuais que possam melhorar os aspectos de vida da comunidade em si e da cidade como um todo, além de ser um instrumento de formação e capacitação.

A cidade de Macaé (como qualquer cidade) tem seus desafios. Depois de passarmos por um período sombrio de crise econômica com a perda de diversos postos de trabalho e diversas pessoas voltando para as suas cidades, Macaé tem que escolher o que pretende para o seu futuro – se será uma cidade com propostas de mudanças para campanhas políticas ou se irá encarar os seus desafios e crescer, gerando prosperidade e bem estar a seus cidadãos e visitantes. Temos que enfrentar com coragem e debater as questões de transporte com inteligência. Por que há apenas uma empresa de ônibus? Será que as rotas feitas não poderiam ser melhor estudadas? Há necessidade de haver terminais?

E os desafios não param por aí – a relação da cidade e a arborização, a questão da drenagem urbana, o lixo urbano, as calçadas e muitos outros pontos que precisam sair do papel para a cidade fazer jus de capital nacional do petróleo. Para esses desafios, dizemos – presente! Esperamos contar com o seu apoio de alguma forma para poder criar uma cidade mais justa e igualitária.

 

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Por Luis Paulo Guimarães

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