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Acosta e seu blog - Por Acosta

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Um tributo a Macaé pelos 206 anos de emancipação

Publicado em 29/07/2019 sem comentários Comente!


Hoje, o tradicional desfile cívico/militar marcou os 206 anos de emancipação político-administrativa desta cidade acolhedora e hospitaleira, antes denominada de “Princesinha do Atlântico”, depois “Capital do Petróleo” e agora somente “Macaé”.  

O evento contou com representantes de diversas corporações e instituições. Participaram a Capitania dos Portos, Forte Marechal Hermes (Exército), Polícia Militar, Bombeiros, Ordem Pública-Guarda Municipal, Defesa Civil, Grupos de Escoteiros, Projetos Nova Vida, Cemeaes, Base Forte, Mães Motivadas pelo Autismo-Macaé (Mopam), entre outros.
Com o tema "Cultura afro-brasileira, uma mistura de sabores, cores e ritmos", centenas de estudantes da Educação Infantil, dos Ensinos Fundamental, Médio, Profissionalizante, da Educação de Jovens e Adultos e jovens do Ensino Superior estiveram na Avenida Elias Agostinho, na Imbetiba prestando sua homenagem à Macaé. A maioria dos pelotões destacou temas de direitos, folclore brasileiro e a diversidade para a reflexão. Os 100 anos do ícone da luta contra o Apartheid, Nelson Mandela também foi ressaltado em diversos pelotões da educação.

E nós, como cidadãos que residimos em Macaé precisamos prestar tributo ao seu encanto, sua história e suas raízes culturais... Precisamos homenagear a quem nos oferece um litoral belíssimo e uma serra encantadora com suas reentrâncias de matas ciliares beirando os rios que cortam e recortam seu chão firme...

É preciso render-se às suas cachoeiras escondidinhas – Estrela, Andorinhas, Tobogã... Aos leitos das canoagens e seus córregos que escorregam para formar o grande Rio Macaé, principal curso d’água da Região, que banha e abastece a cidade... É preciso apreciar o Sana, Macaé de Cima, Areia Branca, Bicuda Grande, Duas Barras... Reconhecer o Parna Jurubatiba, uma relíquia, um mosaico de ecossistemas, de vegetações rasteiras, com brejos de água doce e salgada, temporários e permanentes, quase em extinção...

É preciso homenagear Macaé buscando suas lendas que começaram oficialmente em 1627, com a colonização portuguesa; Buscar a preservação de um rico patrimônio histórico e arquitetônico... Conhecer seu passado de lendas como a santa fujona da Igreja de Sant’Anna, um marco da colonização... Entender a história de Motta Coqueiro, último homem condenado à morte no país... Contar a lenda de Coqueiro, que jurou inocência pelo assassinato de uma família de fazendeiros lançando uma praga sobre a cidade antes de morrer e que coincidentemente, Macaé só se desenvolveu 100 anos após sua morte, com a chegada da Petrobras e da exploração do petróleo...

Por tudo isso é preciso amar a sua cultura, sua história seu ecossistema, sua gente... É preciso produzir as políticas públicas geradoras de qualidade de vida aos seus moradores... É preciso amar a cidade. É preciso amar Macaé!...

“Onde o mar beija a areia morena, onde o rio se encontra com o mar, onde sol banha a terra serena tu estás Macaé a sonhar... Macaé, minha terra querida, se os anos te fazem crescer, para nós tu és terra onde a vida, fica sempre em constante nascer”...

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911/MA

Macaé, 29/07/2019.

 

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