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Carreira e Sucesso - Por Reginah Araújo

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Você é um workaholic ou worklover?

Publicado em 14/12/2013 sem comentários Comente!


Workaholic é uma expressão americana que significa uma pessoa viciada em trabalho. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra). Ja worklover é uma pessoa apaixonada pelo trabalho. Ama aquilo que faz, trabalha bastante também, mas de uma maneira mais saudável e menos ansiosa. Possui o equilíbrio em todas as áreas da vida.

 

Indivíduos viciados em trabalhar são datados de muitos anos, porém ultimamente as pessoas workaholics viraram símbolo de status.

Há empresas que acreditam que ser um Workaholic é sinônimo de competência. Engano. Administrar o tempo e equilibrar-se em todas as áreas da vida sim é competência.

 

Chega um momento em que o indivíduo sente um peso enorme ao estar em casa com a família, os amigos, assistindo a um filme ou conversando com os filhos. Para ele, tudo que não for ligado ao trabalho é perda de tempo. Em conseqüência, perde a família, os amigos e até mesmo o próprio emprego quando chega a um nível altíssimo de estresse.

 

Mas uma das mais severas conseqüências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a tentar cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. A palavra fracasso causa arrepios, traumas e sofrimentos incalculáveis. Acredito sinceramente que devamos sim ser ambiciosos, querer ter uma vida melhor e próspera, no entanto qual é o limite para que não nos tornarmos viciados em trabalho?

 

Houve uma época em minha vida, quando era proprietária de uma agência de viagem, em que acordava trabalhando e minhas horas de sono rondavam quatro horas mal dormidas. Havia noites que eu despertava no meio da madrugada com a sensação nítida de que havia esquecido algo importante. Chegava a ligar o computador, abrir agendas, ligar para funcionários no meio da noite para perguntar se havia se lembrado de embarcar algum passageiro.

 

O sobressalto era constante em minhas noites, nos aniversários e nos encontros de família. Não parei para me perguntar aonde queria chegar nem quando gostaria de chegar. Simplesmente trabalhava e trabalhava; sem questionamentos.

 

Um dia acordei com uma dor muito grande e embora a contragosto me levasse ao hospital. Ali estava traçado minha mudança de vida. Diz um ditado que Deus escreve certo por linhas tortas. Dali, tirei o aprendizado que mudou minha vida. Tive uma parada cardíaca na mesa de cirurgia e tive a experiência mais louca de minha vida quando me deparei saindo de meu corpo em direção oposta a minha vida. Um fio me separava do meu corpo e a viagem era rápida e traiçoeira.

 

Um medo imenso tomou conta do meu corpo e entendia naquele momento que algo de muito sério estava acontecendo. Fui parar em um banco de jardim ao lado de um homem idoso de chapéu lendo tranquilamente seu jornal. Olhei para baixo e me vi sendo ressuscitada com muito esforço. Muitas pessoas à minha volta, aparelhos, gritaria, pânico geral. 

 

E eu? Indignada, tinha muita pressa de voltar. Xingava o senhor de todos os nomes e ele impassível continuava lendo seu jornal sem olhar-me por uma única vez. Gritava muito e dizia que não poderia morrer, tinha muita pressa. 

 

Foi quando naquele instante de pânico me veio como um filme a figura do Coelho Branco do livro Alice no País das Maravilhas. O coelho corria e só dizia: – Estou atrasado, tenho pressa… Estou atrasado! Aparentemente era apenas um coelho normal, porém ficava só dizendo “Ó como estou atrasado! Tenho que correr!”, isso logo após ter verificado as horas em um relógio de bolso. Quando o coelho entrou em uma sala com portas de diversos tamanhos, algumas grandes demais e outras pequenas demais. Repentinamente o apressado coelho surge correndo entre uma das portas da sala, na pressa ele acaba deixando cair seu par de luvas brancas... Grita alto… Tenho pressa de chegar...

 

Minha vida inteira passou em alguns segundos e o que eu vi não foi nada agradável. Parabéns para aqueles que dizem ter tido uma linda experiência pós-morte, a minha foi aterrorizante. Era muito jovem e não tinha vivido nada.

 

O que percebi ali era o valor que tinha dado a minha vida e ao meu filho de quatro anos. Na verdade nem o conhecia direito. Era apenas uma criança que eventualmente aparecia em meu escritório. Não havia o comprometimento com absolutamente nada! Estava doente e viciada em trabalho e ninguém notara. Naquela época não havia a palavra workholics, mas com certeza estava no último estágio antes de perder “tudo”!

 

Esperneei tanto, esbravejei e amaldiçoei meus dias entediantes e a minha vida sem nexo. Queria muito gastar todo o dinheiro que juntara na ânsia de trabalhar. Trabalhar pra que mesmo? O dinheiro não tinha a menor importância, não era o motivador de absolutamente nada. Entendi rapidamente que tudo o que fizera ali em cima morta não tinha mais nenhum sentido. Resolvi voltar. Lutei com todas as minhas forças e venci a “morte”! Fui ressuscitada para alivio meu e de todos os médicos na mesa de cirurgia.

 

Voltei diferente. Espiritualizada e responsável em mudar minha história de vida. Em dois meses já havia vendido a agência para os funcionários (que por sinal ganharam um presente), mudei-me para o Espírito Santo em uma semana e larguei tudo para trás movida por um desejo de conhecer meu filho e a mim mesma. 

Foi uma experiência que me permitiu renascer para uma nova vida, que me levou a conhecer a fé e o Poder de Deus em meus dias E ficou o sinal…

 

Tudo posso naquele que me fortalece.


 

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